Quando o amor acenar

Khalil Gibran ( 1883 a 1931) Já foi publicado
algumas vezes aqui em nosso espaço cultural, mas
sempre é bom lembrar-se deste homem que contribuiu
muito com a cultura e com as lições que deixou a todos
nós. Ele foi, filósofo, escritor, poeta, ensaísta e pintor
libanês.
Todo seu trabalho era voltado ao amor; todas as
formas de amor, pois o amor, segundo ele, é o maior
sentimento que o ser pode abrigar dentro de si. Falava
das boas ações, praticadas por generosas pessoas em
relação ao semelhante. Isso nos transporta para as lições
do Mestre Jesus.

Seus livros são eternas poesias, feito prosas.
Recordamos que em um de seus livros, ele diz: – “os
nossos filhos, não são nossos, são do mundo”, referindo
que cabe a nós educá-los e amá-los, mas não ser donos
de suas vidas.

Falou em diversos livros que, o amor eleva-nos
a cima de nossa imaginação, nos tornando mais dóceis,
alegres e felizes. Amor sem posse, amor livre, amor de
almas.

Quando o amor acenar,
Siga-o ainda que por caminhos
Ásperos e íngremes.
Debulha-o até deixá-lo nu.
Transforma-o,
Livrando-o de sua palha.
Tritura-o,
Até torná-lo branco.
Amassa-o,
Até deixá-lo macio;
E, então, submete ao fogo,
Para que se transforme em pão
Para alimentar o corpo e o coração!

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Nelli Célia, escritora, poetisa, filósofa espiritualista com
17 livros publicados ( Romances, crônicas, poesias e
literatura infantil) e 3 peças de teatro. Dirigiu o Ballet
Coppélia de São Paulo por 35 anos. Brasileira de S.Paulo.