Lembranas XII

O Ipiranga é um bairro histórico. Ele é carinhosamente de a colina histórica, jargão usado no inicio dos anos 1950 por cronistas esportivos por causa do grande Clube Atlético Ypiranga, fundado em 1906, que estava sempre entre os primeiros colocados, e dava muito calor no trio de ferro do futebol paulista, Palmeiras, Corinthians e São Paulo.

Sem contar que foi o responsável pela exportação de grandes jogadores para os times de futebol do Brasil e do Exterior. Mas a grande história do bairro do Ipiranga vem do século XIX, com a libertação do Brasil de seu colonizador, Portugal, quando foi dado o grito de independência, às margens do Riacho do Ipiranga.

Mas a par disso o, bairro do Ipiranga, tem algo de muito Carinhoso. Um salão de baile que tem justamente esse nome.

O Carinhoso me é familiar há muito tempo, pois minha amiga Regina era uma freqüentadora habituée desse salão de baile. A cada vez que ela, lá ia, falava muito bem do salão e de sua freqüência. Outras pessoas também diziam maravilhas. Eu nunca tinha ido lá. Também há muito não freqüento salão de bailes.

Mas em minha mente sempre vem esse nome, Carinhoso. Um nome imortalizado por Pixinguinha na sua mais famosa composição que todos os musicistas faziam questão de executar, e os intérpretes colocar sua voz em cima da música.

Então resolvi ir até lá para conhecer o tal salão de baile. Chegando à, Rua Leais Patriotas 250, fui recebido por Augusto Aderaldo Silva, o proprietário, desde a sua fundação, a cinco de novembro de 1974. Bem falante e gentil ia calmamente falando como começou.

Quando ele resolveu criar um salão de baile, teve o apoio de seu pai, de nome Augusto Messias Borges, e o primeiro endereço foi a Rua do Orfanato. Então ele, o pai, mais o garçom, o Ditinho, um casal que a esposa era a dona Ana e a orquestra. Era um total de onze pessoas.

Aliás me foi mostrada uma margarida estilizada com onze pétalas. É o símbolo do que reflete as onze pessoas que deram inicio ao salão. Um tipo de amuleto.

A orquestra no caso era um conjunto, onde além do violão, bateria e alguns metais tinha poucos integrantes, dirigidos por Valdemar Famula.

Já no atual endereço, foi montado o primeiro baile, em 1977. E a orquestra em 1978. Cada clube tinha sua orquestra e, Augusta achou que o Carinhoso não podia ficar parado, tinha que ter a sua orquestra. Agora com a instrumentação que faltava e também um coral, as músicas tocadas no baile, são de boa qualidade técnica e de cantores embora desconhecidos, de grande valor principalmente na voz.

Nossos “amigos” como gosta de dizer Augusto, são de 40-50 e 60 anos pra cima, São pessoas que não vêm só para dançar, muitos vêm aqui há anos e nunca dançaram, sentam numa mesa e vão colecionando amigos (as), sentem-se bem estando aqui. Isso aqui, se torna a família de muita gente. As pessoas se sentem bem, as mulheres voltam a serem vaidosas, penteiam o cabelo da melhor forma possível, muitas fizeram plásticas, implantes de dentes, de cabelos, apesar da idade se sentem jovens. Isso aqui para muitos é uma terapia.

Quando tivemos que sair do endereço anterior, acertamos com os proprietários desse imóvel a família Burini Tebechiani, gente muito boa. Seu Silas recentemente falecido, sua esposa dona Anita ainda viva, e seus quatro filhos. Depois de tudo acertado tive que fazer uma lista de pessoas para ajudar a reformar o salão. Dessa lista constava o nome de uma senhora que era habitue na freqüência.

Ela veio com dois mil dólares e me deu como a oferta que ela achava que o salão necessitava. Fiquei preocupado por ser uma senhora idosa, e podia pegar mal, pois fatalmente isso seria de conhecimento de outras pessoas.

Fui falar com seu filho. Que disse: “Seu Augusto. O dinheiro é dela, e ela faz o que bem entender dele”. Minha mãe tem 66 anos, viúva há 12 anos, o que mais tinha eram dores pelo corpo todo. Juntas, unhas, pescoço, cabelo, vivia reclamando da vida. Eu a levava toda semana para o hospital, gastava horrores com remédios. Depois que começou a freqüentar o salão do Carinhoso, tudo isso acabou, vive feliz, vai às 13 horas retorna às 20, toma um banho vai para a cama e dorme muito bem até o dia seguinte. Quer coisa melhor do que isso?

Caso ela não desse esse dinheiro como contribuição eu gastaria até mais com remédios e hospital. O Carinhoso é a terapia que ela necessitava.

Quando o Carinhoso começou a ser bastante popular, pessoas de destaque no mundo social e político vieram conhecer o salão. Por aqui vieram José Serra e sua esposa, por duas vezes, o saudoso ex-governador Mario Covas também esteve. Valter Feldman, Berzoine, Arsênio Tatto, o médico… sua memória parece falhar, logo diz. Aquele, do hospital da mulher, e, eu completei. Aristodemo Pinotti? Esse mesmo!

Artistas vieram aos montes. Inezita Barroso, Izaura Garcia, Tonico e Tinoco, Wanderley Cardoso, Milton Nascimento, Moacir Franco, Jamelão, Nelson Gonçalves, Roberto Yanez, Francisco Petrônio. Muitos jogadores de futebol. Semana passada mesmo estavam alguns jogadores do Corinthians. Se você entrevistar as pessoas você verá que estou dizendo a verdade.

Então fui para as mesas, escolhi uma que tinha cinco pessoas. Todas tímidas e com cisma perante o gravador. Quem resolveu falar mesmo com a timidez inicial foi Ondina, 53 anos, viúva. Uma simpatia de mulher onde o sorriso brotava naturalmente de seus lábios.

Ondina é uma das mulheres que vão ao Carinhoso, mais para apreciar do que dançar. Se considera uma péssima dançarina. Por isso faz um curso de dança de salão, lá mesmo no Carinhoso, com Domingos e Inanci, três dias por semana das oito às nove horas da manhã e, paga cinco reais por aula. Diz que está muito crua ainda. As demais ficam caladas. Mas Bete uma morena que aparenta ser a mais jovem da mesa começa a se soltar. Diferente de Ondina da qual é uma amiga desde a infância no bairro da Saúde, gosta de dançar enquanto eu estava na mesa dançava sozinha. Acho que ela escolhe um parceiro bonito, e por enquanto não devia ter aparecido ainda. Fazia questão de ser fotografada, e é bastante fotogênica mesmo dançando a sós. E quando Bete foi para o meio da pista dançando sozinha, fiquei novamente conversando com Ondina.

E ela para confirmar que muita gente vem aqui para ficar observando. Foi dizendo tem uma pessoa que vem aqui em cadeira de rodas, vai pra cá e pra lá, vai fazendo amigos. Nunca falei com ele. Tenho medo de ser mal compreendida. Sabe um deficiente físico sempre pensa que a gente se aproxima dele por dó. Mas na verdade eu acho ele corajoso sair da casa dele com uma deficiência vir aqui se distrair. Tem gente que com uma simples dor de cabeça, não sai de casa e, o cara numa cadeira de rodas, está sempre ai. Acho super bonito.

Não demorou muito e aparece um homem de cabelos brancos, mesmo não parecendo muito idoso, em sua cadeira de rodas. Ondina falou, é ele mesmo. Fui atrás dele e comecei a conversar.

Depois de saber que se chama Vinicius de Andrade, sem constrangimento algum perguntei:

– O que faz um cadeirante vir a um salão de baile?

Sem pestanejar oi dizendo:

– Eu entendo que você não dança só com o corpo. Dança com o espírito e com a alma também. E aqui é também o lugar onde você faz boas amizades, e o ambiente é muito bom.

Sempre há muitos colegas, e você passa a ter um conhecimento da vida de cada um. Todos aqui são amigos, é um ambiente extremamente saudável, a orquestra é muito boa, as músicas são muito estimulantes. Enfim é uma maneira da gente se sentir mais feliz dentro de um lugar.

Quando Ondina estava distraída com suas amigas na mesa, eu vim por traz trazendo aquele quem ela admirava e não tinha coragem de se apresentar. Ai a conversa foi longa. Ambos tinham estudado direito nas arcadas do largo São Francisco, pertencente a USP.

Mesmo em anos diferentes estudaram com o professor Gofredo da Silva Teles.

Enquanto Dra. Ondina conversava com Dr. Vinicius, apareceu pelas proximidades, Domingos, o professor de dança de salão. Fui até ele de gravador em punho.

Logo no inicio da conversa foi dizendo: É verdade dou aulas aqui no salão, junto de minha esposa Inanci, segunda quarta, quinta sexta, somente as terças feiras não tem. Não é um esquema de academia. Aprende-se aquilo que se dança no salão que freqüentam. É o figurado, floriado, o samba, um pouquinho de pagode, gafieira, puladinho. Outros ritmos que nos ensinamos é, o Mambo, Tchá-Tchá-Tchá, Forró, e aquele famoso soltinho, que todo mundo fala que é o Rock, dos anos 1950.

A idéia veio pelo fato de observarmos pessoas de ambos os sexos que não dançavam por vários motivos. Uns dançavam mal, outros não sabiam dançar e iam somente para tentar a sorte com alguma mulher, ou ao contrário.

Tinha muita gente que não dançava pelo fato de não saber tirar a dama para dançar. Sendo assim, não conseguia dançar, e às vezes ele tinha uma vontade em estar com uma mulher, pois a dança é o momento propicio para se conversar e porque não dizer, se acertar.

– Acontece professor, de um homem ser rejeitado por não saber tirar a mulher para dançar?

– Sim. A idéia é justamente essa. A gente tenta passar para a pessoa acabar com o fato de que ele fique inibido em tirar alguém para dançar. Então ele vem, se enturma, e no curso já vai perdendo essa timidez. Ele não vem somente para aprender a dançar para fazer show. Ele vai aprender a se comportar dentro de um salão de baile, dançando bonitinho, vamos dizer assim. Um figuradinho. Não precisa ser mirabolante ou maquiavélico. A coisa é sutil. Saber tirar uma dama para dançar, que é muito importante. Às vezes o cara chega assim: Hei, vamos dançar?

É chegar e, senhora ou senhorita, dançaria comigo? É saber se portar dentro de um salão de baile, e claro, saber uns passinhos sempre é primordial. Porque também aquele que não sabe nada, às vezes a dama dança um pouquinho com ele e larga no meio do salão.

Coisa que nos ensinamos, é que não se deve largar um cavalheiro ou uma dama no meio do salão. Porque ela ou ele não sabem dançar. Conduz a dama até a mesa, ou então ela diz ao cavalheiro, me leva até a mesa. A gente não está se acertando. Tudo é a maneira se portar dentro do salão de baile. São aulas práticas e teóricas.

– Professor, ainda tem aquele sujeito que quando dança com uma dama que está de vestido branco, coloca um lenço por debaixo da mão para não sujar a roupa?

– Olha isso ai, até um tempo atrás ainda tinha. Hoje já não tem mais. No meu tempo tinha, No seu também. Era muito bom, muito bonito. Hoje é difícil até o cavalheiro que tem um lenço no bolso.

Ao deixar as dependências do salão, vendo os nomes de ruas das proximidades, que sugerem voltar a grande rica história do bairro, cheguei à conclusão que o Carinhoso faz parte da história do bairro do Ipiranga, e o Ipiranga faz parte da história de São Paulo e do Brasil.

Texto: Mario Lopomo – 24/09/2007
Fonte: vivasp

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Lagoas do Ipiranga e adjacências

Nos anos de 1950 existiam muitas lagoas no bairro do Ipiranga e região, que foram as lagoas: Louça; Parentes; Tibum; Três Torres; Matarazzo; Boca da Onça e Cogeral me perdoem se esqueci de citar alguma.

A lagoa conhecida por “Boca da onça” surgiu em razão de que a Cerâmica Sacomã extraia a preciosa argila para fabricação de produtos cerâmicos, aliás a argila era transportada por tração animal (carroças), como o meu tio Brás trabalhava nesta firma exercendo a profissão de motorista todos os dias eu estava lá na portaria, isto porque ele me levava para a escola pilotando uma perua Dodge, daí ouvi um comentário do porteiro que disse a seguinte frase: “alguns animais já poderiam pedir aposentadoria por tempo de serviço”, confesso que na época não entendi nada sobre essa questão.

Dito isso, vou falar especificamente de um fato que aconteceu na lagoa Cogeral. Antes, porém, vou contar a razão de ter ido nesta lagoa.

No dia 20 de outubro de 1958, a minha avó Julia A. P. Tangerino, seu corpo iria e foi sepultado no Cemitério São Pedro (V. Alpina). O cortejo fúnebre saiu rumo ao cemitério acima citado, digo que chorei muito pela perda. Fiquei sem rumo e não sabia o que fazer para amenizar a dor, até que resolvi andar pelas ruas empoeiradas do bairro. Eis que encontro pelo caminho vários garotos da mesma idade, e um deles falou bem alto pra todos escutarem, hei rapaziada lá na lagoa Cogeral está dando peixe a bessa.

Confesso que nunca tive vocação para pescaria, mas lá vou eu junto com a garotada rumo a tal lagoa. Seguimos pela Rua Albino de Moraes, Avenida Pres. Wilson, passamos pela Santos à Jundiaí, estação ferroviária Vemag (hoje Tamanduateí) e logo avistamos a lagoa, que tinha em sua volta vários campos de futebol varzeano, de chão batido.

Neste dia aconteceu um fenômeno da natureza, isto é, os peixes subiam a tona e todos que ali estavam portavam um cepo (pedaço-de-pau) que com ele davam cacetadas, ou se preferirem, davam porretadas, pra mim algo inédito, isto porque não era a maneira tradicional para pescar peixes. Outros pescadores enfiavam as mãos nas locas (loca, esconderijo de peixe).

A profundidade da lagoa beirava mais ou menos 1:50, enfim eu e os demais garotos adentramos na lagoa e vamos nós também dar porretadas para pescar peixes, ou cacetear. Ouvíamos pá – pá – pá – pá, de todo lado e muita gargalhadas, aquilo se tornou uma grande farra.

Depois de um certo tempo, não sei precisar quanto, mas conseguimos encher uma lata de 20 litros até a tampa, lata essa que conseguimos por ali mesmo.

Durante o tempo que durou essa pescaria não lembrava da minha avó, ajudou-me a esquecer por uns instantes.

O tempo passou já era tardinha, daí regressamos para casa, antes repartimos um pouco de peixe para cada um, alguns dos garotos não quiseram os peixes, diziam que apenas foram lá pela farra, nos despedimos, chego na casa do meu avô “Zeca Bem” vejo ele na porta de um quartinho, local que tinha um fogão de lenha, com fisionomia muito triste, e ao me ver, fez uma pergunta, queria saber porque eu não acompanhei o funeral. Eu disse. Vô Zeca Bem, eu não fui em razão de gostar muito dela e não tinha coragem de ver ela sendo enterrada no cemitério.

Em seguida disse-me, é muito triste perder um ente querido, mas assim é a nossa vida, um dia vamos nós.

A tia Deolinda pegou a lata que continha os peixes colocou numa bacia de alumínio com água, foi tirando as escamas, lavando, depois de lavado temperou tudo e fez uma fritada, que serviu de mistura no jantar. Acreditem se quiser…

Autor: J.C.Oliveira 27/03/2008

Fonte: Vivasp

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Na década de 50, quando trabalhava na Prefeitura, tive muito serviço nas proximidades do “buraco do Samarone” que agora identifico com a lagoa que você chama de “Buraco da Onça”, pois diziam que foi formada com a retirada da argila para a Cerâmica do Samarone. Lembro-me que na época fiquei revoltado pelo fato de a Prefeitura deixar que um particular fizesse aquele estrago na paisagem, sem repor nada no lugar. O material (argila) poderia ser propício à Industria, mas deixar aquela cratera aberta na paisagem era um crime. Depois passei por lá e parece que haviam aterrado o buraco. Certo?

Autor: Manoel Valente Barbas
Fonte: vivasp

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Assim é a vida , caro Tangerynus. Alegrias, tristezas, reminiscências, bons momentos vividos e outros que virão. Nunca pesquei mas brinquei muito nas águas do Tamanduateí, trecho hoje onde a Leais Paulistanos divide a Lima e Silva.

Autor: havengar

Fonte: vivasp

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Visitando o Simba Safari

Visitando o parque dos leões

.-Simba Safári-.

Apesar de residir na época bem próximo do Simba Safári, nós de casa não conhecíamos tal parque, e muito menos o meu avô materno.

Peguei o meu fusquinha ano de 1975, cor azul em bom estado de conservação, completei a lotação com cinco pessoas, eu a esposa, o avô e mais dois sobrinhos e vamos lá ao parque.

Nos dias de domingo era uma movimentação de veículos fora de série, gente de todo canto, para visitar o Simba Safári, de casa lá foi rapidinho nada mais do que 10 minutos rodando pela Avenida do Cursino, a questão era a enorme fila, chegava mais ou menos uns dois quilômetros de veículos aguardando para adentrar no referido parque. O tempo passou chegou a nossa vez, passamos por uma cancela, pagamos acho que foi 15 pratas, dentro do parque um funcionário colocou duas grades de proteção para evitar que algum animal nos molestasse, na hora não sabia pra que servia tais grades.

Com velocidade reduzida fomos acompanhando a fila, que passou por vários box, se é que posso chamar de box, eram divisões feitas com alambrados separando a bicharada, enfim tinha muitos felinos, tais como: leões; onças; puma preto e outros mais, e próximo do veículo estava sempre um funcionário lançando carne que mantinham os animais um pouco distante dos veículos.

Um dos funcionários chegou a comentar que um veículo bateu em outro, não é que eles desceram e quiseram se pegar dentro do parque, imagine vocês o que poderia acontecer.

Entramos num local que só tinham macacos de pequeno porte, talvez fossem da espécie macaco-prego.

Ficamos parados por uns instantes e logo foi subindo macacos no teto, no capô, e alguns deles pendurados nas grades de proteção. Eu tinha dentro do porta-luvas um punhado de pedaços de coco e os meus sobrinhos colocavam próximo das grades e a macacada pegava pra comer. Meu avô já com mais de 90 anos via aquilo e não conseguia entender, queria saber por que ali havia tantos macacos. Eu disse pra ele que ali era um parque para visitação pública ele ouviu e ficou por isso mesmo, já estava bem surdinho, até dizia, vocês falam, mexe com a boca e eu não entendo nada, isso não importa que fica do jeito que está.

De repente um macaco de porte grande botou a o seu carão no para brisa do fusquinha e daí o meu avô ficou assustado e tentava recuar no banco, mas não tinha jeito recuar pra onde se o banco era fixo, ele entrou em pânico, dizia vamos embora daqui por favor to cheio desse bicho, vamos embora já, chegou a querer abrir a porta, mas foi contido pela minha esposa, ele não sabia o perigo que corria caso descesse. Resumindo, após sai do parque ele comentou: “Virgem Maria do Céu, eu nunca tinha visto tanto macacos assim em toda a minha vida”.

Ele gostava muito de contar histórias dos tempos vividos no interior e disse que um dia saiu na companhia de outros amigos para caçar tatu-galinha e a inchada comeu sorto, davam enxadadas nos tatus.

Autor: J.C.Oliveira – -2/04/2008

Fonte: vivasp

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Riacho do Ypiranga

Lá se vai os tempos em que os menores de idade podiam trabalhar, tanto no comércio como nas indústrias, ainda não tinham inventado o “estatuto das crianças”.

Dito isso, quero dizer que comecei a trabalhar desde os 7 anos de idade, que foi trabalhar na Torrefação e Moagem “Café Jambo”, rua Silva Bueno, 2258, meio período no trabalho ia para a escola, terminava as aulas e voltava para a torrefação, pesar e empacotar pó de café. Após preencher todos os requisitos no Ministério de Trabalho eu e o mano Rubens conseguimos obter uma carteira de menor provisória, eu com 14 ele com 13 anos.

Trabalhamos alguns meses na CIPA – Comércio e Indústria, Rua dos Sorocabanos/Rua Bom Pastor, que fabricava luvas de todo tipo, numa segunda feira qualquer ao adentrar nas dependências da empresa recebemos uma comunicação que fomos dispensados.

E agora como explicar para o nosso pai que fomos dispensados do serviço? Ficamos preocupados, isto porque o que ganhávamos ajudava no orçamento familiar e agora os dois desempregados.

Na época era assim completava o 4.º ano primário já tinha que arrumar qualquer emprego, dizia meu pai que não tinha condições de custear os estudos após concluir o primário.

Ficamos sem rumo e com medo de ir pra casa. Como era de costume carregávamos a famosa marmita, contendo arroz, feijão, e um ovo frito, às vezes variava com chuchu etc., resolvemos então andar pelo Parque da Independência onde D. Pedro I deu o famoso “grito de independência”.

A barriga roncava daí resolvemos esquentar a marmita, mas onde? Logo vimos uma pequena ponte sobre o rio Ipiranga e fomos nós para debaixo dela, quem sabe conseguimos alguns gravetos para esquentar a bóia. E assim foi, nos acomodamos embaixo da ponte, achamos lá um punhado de gravetos, que colocamos por entre as pedras e ateamos fogo.

Estava difícil acender, isto porque os gravetos estavam meio úmidos, enfim deu pra esquentar um pouco. O problema foi que deixamos os talheres na firma, e agora como vamos fazer para almoçar. Circulamos um para cada lado e achamos várias cartas de baralho.

Acabamos usando as cartas como talheres e almoçamos tranquilamente. Quando estávamos almoçando comentava sobre a história do Brasil, e perguntávamos um para o outro, será que é verdade essa história do D. Pedro I, foi aqui mesmo que ele deu o famoso “grito”.

O mano Rubens falou tem tom irônico se é verdade ou não é problema de quem escreveu, o nosso problema vai ser quando chegar a casa e tentar explicar para o nosso pai Benedicto o motivo que fomos dispensados do trabalho. Uma coisa é certa se ele deu o grito aqui neste rio, nós almoçamos, então é 1 a 1.

Coisas de criança…

Autro: J.C.Oliveira – 25/03/2008

Fonte: vivasp

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Lembranças de infância – Vila Carioca 27/3/2008 – 21:21:32 | J.C.Oliveira

Numa noite qualquer dos anos de 1950, reunimos um grupo de garotos para caçar sapos, isto porque ficamos sabendo que um laboratório de análises usava os anuros para “teste de gravidez”, que pagava certo valor por unidade.

Na época existiam muitos terrenos baldios alagados, tipo charco e a proliferação dos anuros era algo extraordinário, ainda mais quando eram tempos de chuvas.

Nem todos do grupo tinham coragem de pegá-los com a mão, daí carregavam os apetrechos, tais como, lanternas, mais conhecidos por faroletes e sacos de estopa. A gente ouvia comentários que os sapos expeliam um veneno e se atingisse a visão de alguém ficaria cego, até hoje não sei se isso é real.

Saímos pelas ruas escuras do bairro, especificamente fomos caminhando pela Rua Antonio Frederico logo ouvíamos o coaxar num terreno baldio e vamo-nos caçar sapos. Alguém nos disse só serve sapo macho, fêmea não serve. Então vamos caçar os bichos, resumindo enchemos um saco de estopa com os referidos anuros e fomos levar no laboratório que ficava na Rua 2 de julho próximo da R. Lino Coutinho.

Calculávamos que íamos ganhar uma boa grana com os sapos, enfim o recipiente (saco de estopa) estava cheio até a boca. Mas não foi isso que aconteceu, metades dos sapos já tinham sido usados, isto porque tinham uma marca no corpo, mas mesmo assim deu pra receber uma quantia razoável, que dividimos com todo o grupo.

Por recomendação do proprietário do laboratório tínhamos que levar o que sobrou e soltar em algum lugar apropriado. Na hora concordamos, mas no caminho pensamos numa alternativa.

Resolvemos soltá-los em frente do Justifício São Francisco, indústria que fabricava sacos de estopas e derivados, instalada na Avenida Carioca.

E assim foi, ficamos em pontos estratégicos que em qualquer rumo que os funcionários e funcionários fossem passar teria uma grande surpresa, iluminação pública não tinha na referida avenida era um escuridão só. A sirene tocou e ficamos em prontidão, assim que o portão da firma abriu soltamos todos, foi um tropé danado, principalmente as mulheres que corriam desesperadas quando viram aquela quantidade de sapos espalhados pela avenida.

Resultado, alguém chamou a R.P.M. – Recolhimento Provisório de Menores, e nós demos no pé.

Autor: J.C.Oliveira – 25/03/2008

Fonte: vivasp

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Na epoca a Vila Carioca era conhecida também por Vila do Sapo, isso devido ser uma região, tipo vale, calha dos rios: Meninos, divisa de SP com São Caetano do Sul; Tanque da Pólvora; que nascia próximo da Avenida do Cursino, mata do governo, e que o CAY-Clube Atlérico Ypiranga praticavam o esporte de natação e Tamanduateí que passa bem próximo da Ferrovia Santos à Jundiaí.

Autor: Balbino silva

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Eu geralmente me lembro de mim mesma, quando garota, como muito comportada. Mas os sapos me lembraram um episódio nem tanto…Nós estávamos de férias em Serra Negra, num hotel que tinha em volta um grande parque. Depois do jantar a moçada dansava no salão. Eu me orgulhava de não ter medo de bicho, e pegava sapos, mesmo os maiores, com as mãos; e sapo não faltava naquele parque. Então uma noite, agachada do lado de fora das grandes janelas do salão, comecei a jogar sapos pelo meio dos pares que dansavam, me deliciando com os gritinhos e a tremedeira das mocinhas…e dos mocinhos!

Autora: Helena

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A minha família, Tangerino de Oliveira, comprou um terreno na Rua Albino de Moraes, 114/136, e aos poucos fomos construindo uma casa de madeira nos fundos.

Na época esta rua era intrasitável no trecho à altura da Rua Antonio Frederico. Certa vez um ladrão roubou um Citroen e teve que abandoná-lo neste cruzamento devido ao charco.

Meu pai era carpinteiro e vivia construindo casas de madeira. Tinha uma firma importadora na Rua do Grito/Rua Silva Bueno que tinha a madeira de preço barato, mas tinha que desmanchar toda a embalagem (hoje se diz container) mediante o uso de pé-de-cabra e martelo.

Esse era o meu trabalho, e isso levava o dia inteiro.

O meu pai ficou conhecido no bairro por Dito Carpinteiro, e ele e o seu Antonio Barraqueiro construíram boa parte das casas neste bairro, nos anos 50/60. Com o tempo o meu pai construiu também o primeiro sobrado de madeira no bairro, era algo curioso pra todos.

Autor: J.C.Oliveira
Fonte:vivasp

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Gosto tanto do bairro do Ipiranga. É uma coisa engraçada.
Trabalho por aqui e sempre que chego, fico melhor.
Não sei se é o Museu que passo todos os dias em frente e considero a construção mais linda da cidade, com seus enormes canteiros e sua pintura amarela.
Não sei se é pelo fato de ser um bairro alto (afinal é Alto do Ipiranga) e ventar como poucos lugares.
Nesses dias de calor, está aquele sol, aquele céu azul e vento. Muito vento.
Quando saio pra fumar aqui na empresa, ponho uma música boa no celular e fico sentado lá fora, quieto, fumando.
Acho que é um bairro com margens plácidas.

Autor: Leonardo Freitas
Fonte: beatboteco

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Graças a Deus estou conseguindo, mesmo aos trancos e barrancos, sintonizar novamente a Rádio Eldorado, o que era meio difícil de conseguir aqui em Peruíbe. Sendo assim, gostaria que o senhor Geraldo Nunes fizesse um programa São Paulo de Todos os Tempos, focando o meu querido e saudoso bairro do Ipiranga, especialmente as regiões do Alto do Ipiranga e do Moinho Velho.

O Alto do Ipiranga por que foi lá que morei, por 40 anos, na Rua Salvador Simões, ao lado do antigo e extinto Cine Maracanã, Clube Estrela do Ipiranga e Instituto Cristóvão Colombo.

Estudei, quando jovem, no Grupo Escolar Ginásio do Ipiranga, atual Raul Humaitá Vila Nova, no Centro Educacional SESI nº. 211, da Rua Dona Leopoldina, na ETE Getúlio Vargas e na Escola SENAI Conde José Vicente de Azevedo, próximo ao Instituto de Cegos, Padre Chico e da Avenida Nazareth.

Do Moinho Velho tenho boas recordações, em primeiro lugar por que adorava ir à casa dos irmãos do meu avô na Via Anchieta, próximo à Churrascaria “A Carroça” e próximo à igreja São Vicente de Paula, onde eles me levavam à missa todos os domingos em que lá ia para visitá-los com meu avô e também porque o meu primeiro emprego foi bem próximo de lá, na Prematec – Estamparia Industrial Ltda, na Via Anchieta 696, bem próximo à Fábrica da T-Fal e de uma fábrica de fogões que não me recordo o nome.

Autor: Henrique Fernando
Fonte: vivasp

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…eu nasci na estrada das lagrimas perto da v anchieta frequentei uma igreja pentecostal proxima a churrascaria a carroça o missionario josias morava em cima dessa churrascaria quanta saudade sinto desse tempo depos fui morar na v das merçes e a v anchieta e o ipranga passou a fazer parte de mim amo esse bairro embora o destino me mandou para campinas eu nao esqueço esse bairro

Autor: isadora
Fonte: vivasp

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…tenho boas lembranças do Ipiranga. Primeiro o inesquecível primeiro amor, que morava na rua mario vicente. depois o ingresso na unesp, no primeiro ano que o instituo de artes veio para são paulo, cursei o primeiro ano na casa do maestro furio franceschini.íamos no jardim do museu treinar solfejo. as pessoas que passavam perto de nosso grupo nos achavam assim meio esquisitos, treinando com um pá pá os contratempos de Tanz do carmina burana, as aulas com régis duprat que ia sempre elegantíssimo, principalmente no verão, com seu terno de linho, um charme só. se entusismava tanto, escrevia coisas na lousa, depois apoiava-se nela e apagava tudo. lembro vagamente de uma excursão, no primário, para visitar o museu, que ficou muito bonito com a reforma do jardim. homenagem genial fez osvaldinho da cuíca. comparecí a uma homenagen realizada na praça benedito calixto, onde ele contou sua vida e apesar da gripe, cantou muito, acompanhado de um cavaquinho. a música se não me engano, cham minha vizinha. ouça, vc vai rir muito.

Autor: Mônica
Fonte:vivasp

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Morei na Estrada do Vergueiro,3659 (hoje Rua Vergueiro. Por volta de 1955.O meu avo vendia sacolas c/ alca de argola que ele mesmo fazia e eu ia com ele vender na feira que existia em volta da igreja do Moinho Velho. Existia um lago onde hoje e a Av. Tancredo Neves bem perto da Vergueiro, que se chamava Tanque da Polvora, nao sei porque este nome.

Autor: Fabio Yamamoto
Fonte: vivasp

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Quando pequeno, nos anos começo dos 60, os primos de meu pai, Sebastião e Antonio, tinham um bar, tipo vendinha, ao lado da igreja do Moinho Velho, em frente ao ponto de ônibus.

Autor: Nivaldo
Fonte:vivasp

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Bom ler suas recordações. Conheço bem o Moinho Velho. Estudei no Ginásio Virgem Poderosa na década de 60 e meu cunhado foi dono do Restaurante Setúbal, na Via Anchieta, perdo da Churrascaria Carroça. Tenho boas recordações do bairro, do ônibus que fazia a linha Moinho Velho/RepúblicA, da Igreja de S. Viecente de Paula.

Autor: Alice
Fonte: vivasp

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Tenho 64 anos e vivi os primeiros 25 no Ipiranga (na Agostinho Gomes quase esquina com a 2 de Julho).

Por lá havia apenas casas simples e conjuntos operários geminados. Pela 2 de julho descia um córrego do Alto do Ipiranga até os baixios da 1822. Ruas sem asfalto e sem luz.

Nesta esquina havia um grande terreno baldio, onde costumavam se instalar circos, parques e pavilhões (o do Pitanga era um deles!). Com o tempo chegaram as melhorias e as novas construções e com elas o Armazém do Seu Santos. Vendia-se de tudo um pouco.

Abaixo, na mesma rua, esquina com Lino Coutinho, tínhamos o Armazém do Seu Albertino, onde aos sábados comprávamos “spaguetti” Petybom (finos e longos, em embalagem de papel azul anil), parmesão, vinho tinto Castelo e soda limonada Antarctica para as crianças (ou seja, eu!).

Descendo, na esquina com a Silva Bueno, havia um ponto de Táxi, com carrões americanos e motoristas quase familiares, Seu Adelmo era um deles! Nesta esquina tínhamos ainda padaria e a Casa Lealdade (bazar, armarinhos, etc.). A alguns metros o Salão Fiori (cabelo&barba), onde fui cliente de muitos anos. Quase ao lado um grande depósito da Antarctica, e em frente o Foto Landa!

Por aqui vamos chegando de recordar, talvez mais para a frente!

aUTOR: Laer Passerini

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…tenho muitas lembranças do bairro do Ipiranga. Meu pai tinha irmãos e sobrinhos por lá. Ainda existem primos na região. Além das visitas aos parentes minha grande ´paixão eram as visitas que eu fazia constantemente, mesmo depois de adulta, ao museu do Ipiranga, Casa do Grito, Monumento, ao belíssimo jardim ao avião Jaú. Quando falo nestes lugares meus olhos se enchem de beleza e de cores. A última vez em que estive no bairro faz mais de 6 anos e o Jaú já não estava mais lá. Li,há pouco tempo, que ele estava sendo reformado.

Autora: Ivete Gomes Moreira

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“ABENÇA” PADRINHO.

Não sei se era comum em todas as famílias de antigamente os filhos terem uma madrinha santa ou um padrinho santo. Eu tenho um padrinho santo, é São Benedito. E todas as vezes que encontrava o santo, seja em que igreja, praça ou local quer for, minha mãe ordenava.

-Menino – corre vai pedir bênção ao padrinho.

E lá ia pedir benção ao santo

– “Abença” padrinho!

Havia duas igrejas que minha mãe, embora declaradamente não católica, me levava de vez em quanto, querendo eu, ir ou não, porque nesse tempo criança não tinha querer. A primeira era a Igreja de São Judas Tadeu, no Jabaquara, na época, ainda uma única igreja, pequena, mas com um grande atrativo para a minha curiosidade infantil, a sala dos milagres, um verdadeiro museu de bengalas, muletas, fotografias e diversas peças de cera na forma de partes do corpo humano, cabeças, braços mãos, pés e etc..

Eu até me conformava com o passeio porque minha mãe dizia que meu nascimento foi num dia 28, mesma data em que se comemora o dia de S.Judas embora ele em outubro e eu agosto, mas essa diferença para mim não tinha importância.

A segunda igreja era a Capela da Santa Cruz dos Enforcados ou popularmente e carinhosamente chamada de “Igreja das Almas”.

Nesta igreja sim eu achava bom de ir. Nela o meu padrinho era enorme, muito bem representado uma estatua tão grande no meu ponto de vista de baixinho, que mais parecia à imagem do Cristo Redentor do Rio de Janeiro de tão grande.

Mas, o tempo passou, chegou à adolescência, a vida adulta, outros compromissos, outra vida vivida muita longe, por assim dizer. Mas nunca me esqueci das minhas visitas ao meu padrinho na Igreja das Almas, e me vinha uma saudade grande, ainda mais, depois de conhecer a história da Igreja, o martírio do Cabo Francisco José da Chagas, o “Chaguinhas”, a razão do nome Praça da Liberdade e então eu prometia a mim mesmo.

-Assim que eu tiver um tempo, vou visitar e pedir “abença” ao meu padrinho lá na igreja das almas.

E na vida, nada como um dia após o outro, a oportunidade de cumprir meu compromisso com o Santo, com meu padrinho e mais ainda, com a minha infância, chegou.

E numa manhã apanho um ônibus, o trem do metro, algumas estações e lá chego eu na praça da liberdade.

E confesso, que emocionado vou a passo acelerado em direção a igreja, paro uns segundos a sua porta, respiro fundo, entro e logo na entrada onde o povo acende as velas, vejo meu padrinho, agora bem menor, mais ainda de majestosa figura, espero disfarçadamente alguns visitantes saírem de perto dele, mereço um reencontro em particular e assim…

Opa!! Que placa é esta! Não indica São Benedito meu Padrinho!?

E não era mesmo o meu padrinho. Descobri naquele instante, que de menino o tempo todo pedi “abença”, a Santo Antonio do Categiró e não a São Benedito que é bem menor e fica num outro altar dentro da igreja.

Naquele instante, me senti tremendamente desconcertado e do fundo do meu coração, pedi perdão ao meu santo padrinho e amigo.

E no meu embaraço parecia que ouvia um som mágico que me dizia.

– Não se aborreça meu afilhado e amigo, o Antonio do Categiró me entregou direitinho todas as suas “Abença “Padrinho.

Autror: E.L.

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Graças à Deus tivemos muitas alegrias na vida e uma delas foi conviver durante todos esses anos com Gazeta do Ipiranga e sentí-la, agora, no seu cinquentenário, muito viva e atuante. Ser grande e grandiosa como a Gazeta do Ipiranga demandaram muita luta e trabalho. Parabéns família Bueno. Parabéns heróica Gazeta do Ipiranga.

Autor: Laerte Losacco Toporcov

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…Eu tinha muita amizade com o falecido Dr. João Yazbek, que na época era colunista de GI. Naquela ocasião, eu estava começando a participar das entidades do bairro.Vínhamos fazendo um trabalho diante dos órgãos públicos. Graças a esta coluna tivemos melhores conquistas. Uma delas foi na Galeria da rua Aida que teve um coletor de águas.

Autor: Laerte Losacco Toporvov

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…Tenho que tomar cuidado com que escrevo. Uma época fiz uma brincadeira com o Luis (Peixeiro do Mercado Municipal do Ipiranga colocando uma nota dizendo que o cliente que fosse comprar 1kg de sardinha ganharia uma porção de camarão. Rapidamente terminaram com todos os peixes. A minha irmã foi uma delas e declarou para o dono: “Isso é coisa do Laerte”.