Lembranças VIII

Pode parecer historias em quadrinhos, esquete dos três patetas ou do gordo e o magro, mas é a mais pura verdade e grata recordação dos tempos mais inocentes em que o grande ladrão era o Meneghetti. Os demais eram simples ladrões de galinha, o que não era pouco sendo que naquele tempo as maiores preciosidades de uma família estavam no seu galinheiro, eram as “Penosas” garantindo a proteína de cada dia. Perdê-las era uma desgraça.

Assim era por volta de 1953/54 se bem me lembro, eu morava na Rua Adalgiso Pereira e eu como todos os meninos da turma tínhamos as nossas galinhas e tínhamos nossos respectivos ladrões de “Galinhas”, isso mesmo, ladrões que quando não estavam presos passavam o dia a vagabundear na esquina a contar suas peripécias para a garotada a sua volta. Eram nossos palhaços e nossos heróis.

Dois desses heróis eram, o Bolívar, um “Crioulo” tranqüilo e o outro, um sujeito forte, alto e atarracado, brigão, cheio de cicatrizes pelo rosto, marcas adquiridas em uma briga na base das navalhas e que era chamado de Espanhol louco. Espanhol pela sua descendência e louco porque embora brigão e aspirante a bandido, disputava jogo de bolinha de gude, pião, e principalmente jogo de taco com a criançada; era um palhaço, um menino, era um de nós.

Uma noite, Bolivar e Espanhol louco, resolveram roubar um carro e escolheram como vitima o Senhor Molina, respeitável cidadão também espanhol de origem e dono de um pequeno bazar montado em sua própria casa. O veiculo, um Pequeno carro de passeio e também usado para o serviço do bazar, da marca “Ford Prefect 1949” que a noite, ficava estacionado num pequeno quintal na lateral da casa.

E partiram para a ação, silenciosamente abriram o portão de madeira, fechado por um simples trinco, coisas daqueles tempos, abriram a porta do carro, que também naqueles tempos ninguém trancava, e o veiculo com o motor desligado foi empurrado pelas ruas, até se entravar numa valeta mais funda na Rua 12 de outubro esquina com a Estrada do Vergueiro, hoje rua com o mesmo nome.

Era o momento de ligarem o carro para poderem sair dali

Espanhol louco diz ao Bolivar.

Espanhol louco – “Vai Bolivar faça a ligação direta.”

Bolivar – Espantado – “Direto onde, o que é isso espanhol ?”

Espanhol louco já meio cansado e nervoso pelo esforço.

Espanhol louco – “É ligar o motor do carro e sai dirigindo ,Bolívar.”

Bolivar, agora mais boquiaberto – “Mais não é você que vai dirigir?”

Espanhol louco – “Tem que ser você, o motorista é você porque eu não sei dirigir.”

Bolivar- “Mais, Espanhol ! Eu também não sei!”

Depois de uma hora, palavrões, brigas e acusações, Espanhol louco e Bolívar batem à porta do Senhor Molina, ainda é madrugada.

Espanhol louco – “Senhor Molina, senhor Molina, faz favor.”

Senhor Molina – Sonolento e meio assustado – “Quem é que esta ai?”

Espanhol louco – “Seu Medina é eu, o Espanhol e o Bolívar. Queremos fala com o senhor.”

O senhor Medina, reconhece os dois e meio a contragosto abre a porta e indaga.
Sr. Molina – “Diga Espanhol, do que se trata?”

Espanhol louco –“ Senhor Molina, o seu carro esta lá na Rua 24 de outubro com a Rua Vergueiro! É preciso o senhor ir buscar .”

Bolívar com um aceno de cabeça – “É verdade, seu Molina, e ele ta cheinho de tecido que o senhor vende na sua lojinha, é bom o senhor ir logo lá.”

Seu Molina, sem mesmo trocar o pijama por outra roupa foi buscar o carro não sem antes agradecer o Espanhol e Bolívar com uma “Gorda” recompensa.

Dias depois, numa noite a turma da esquina se reuniu para ouvir as aventuras do espanhol, que já está gozando do Bolívar e dele mesmo por não saberem dirigir o carro roubado.

Foi quando alguém perguntou: “Espanhol , O que deu na cabeça de vocês para voltarem e avisar o seu Molina?”

E o Espanhol louco com toda a simplicidade explicou:” É que o carro estava cheio de tecidos que o senhor Molina vende no Bazar, e nóis não podia deixá isso lá né?

E concluiu com muita dignidade: “ Com tanta gente desonesta por ai, sabe “comé”, podiam roubar tudo!!!”

Autor: E.L. – 10/04/2008

____________________________________________________________________________

Quem pelo Ipiranga morou até o final dos anos 70, deve lembrar de alguns tipos de comércio bem característicos da época: adegas e avícolas.

As adegas além de produtos engarrafados também acondicionavam os seus vinhos em barricas de madeira ou pequenos barriletes, e a venda era feita a granel! Quando era perto, as compras poderiam ser feitas até em jarras que já iam diretamente à mesa domingueira! O consumo no próprio local era bem comum e animado. Lembro das adegas Piagentini e Corradini.

Nas avícolas compravam-se animais vivos para abate caseiro ou ainda para final de criação. Os ovos eram acondicionados em meias barricas de madeira e mergulhados em palha de arroz. A embalagem de venda nada mais era do que um simples saco de papel com um pouco de palha de arroz.

Autor: Laer Passerini – 18/02/2008

______________________________________________________________________________

Nos anos 60 eu trabalhei na adega “Casa do bom vinho”, engarrafando vinho, servindo no balcão, todo sábado apareciam por lá dois Ioguslávos que bebiam um litro de vinho seco e degustavam o famoso queijo parmesão. Eles enrolavam a língua e eu não entendia nada, ficava curioso em querer saber o que eles tanto falavam?

Autor: J.C.Oliveira – 01/03/2008

_______________________________________________________________________________

… me lembro bem do comércio do Ipiranga, avícola tinha uma na rua 2 de julho e, antes dessa havia o Fioretto (que depois se transformou em supermercado) as adegas citadas cheguei a conhecer e até consumir alguns produtos delas…,

Autor: Leonello Tesser (Nelinho) – 18/02/2008

_________________________________________________________________________________

A então General Motors do Brasil, antes de se instalar na gigantesca fábrica de São Caetano do Sul (1930), montou os primeiros automóveis “brasileiros” na Avenida Presidente Wilson (1925), ou seja, no Ipiranga. A Brasmotor, antes de se instalar no ABC, também esteve no Ipiranga onde, já nos anos 1940, montava automóveis Plymouth e caminhões Dodge, Fargo e DeSoto – todos americanos, da Chrysler. Na Vila Carioca, Ipiranga, do final dos anos 40 até meados de 50, a Continental, em fábrica de 5500m², também produziu muitos furgões e carrocerias de ônibus, embora infelizmente pouco mencionada em publicações específicas. A Brasinca, antes de ir para São Caetano, também no Ipiranga (anos 50), fabricava cabinas (“boléia”) para os caminhões Fenemê que, por sua vez, vinham do Rio. Aliás, quando a Brasinca também passou a produzir carrocerias de ônibus similares às da Continental teriam sido a mesma empresa? Alguém pode me esclarecer? A Ford! Como esquecer? Desde 53, por mais ou menos meio século produziu caminhões nas gigantescas instalações – até há pouco tempo ainda em pé, imponentes – antes de se transferir para São Bernardo do Campo, estava encravada num pedaço do Ipiranga bem próximo tanto da Mooca como da Vila Prudente. A Ford, como sabemos, era uma referência no Ipiranga. A Massari, antes de se instalar na Vila Maria, fabricava caçambas basculantes, por exemplo, para também os Fenemê. Ainda no Ipiranga, a Companhia Studebaker de Automóveis, na então Rua da Grota Funda (depois Guamiranga), nos anos 40, montava caminhões da marca americana Studebaker (e outras marcas), tanto que, segundo o Jornal A Gazeta, de março de 48, essa concessionária chegou até a montar alguns dos primeiros trólebus paulistanos. Lá por 1958, Vemag e Scania-Vabis se instalam na Rua Guamiranga (Vila Carioca), tanto que a E. F. Santos-a-Jundiaí chegou a instalar a “Parada Vemag” (hoje, Estação Tamanduateí), dado o grande contingente de operários dessas fábricas. A Volkswagen, como é sabido, antes de erguer a colossal fábrica de São Bernardo, lá por 1953, começou a montar as primeiras Kombis “brasileiras” também na Presidente Wilson, ou seja, no Ipiranga. Outros nomes como Carbruno (adaptações e modificações de carrocerias) e um incontável número de pequenas fábricas e oficinas – que manufaturavam componentes e autopeças – também estiveram instaladas no Bairro histórico. Sem sombra de dúvida, é possível dizer que o Ipiranga, de um modo ou de outro, foi o “celeiro” (a semente) do atual gigante que é o parque automobilístico nacional. É certo que, concomitantemente com essas fábricas instaladas no Ipiranga, outras tantas (e importantes também) existiam noutros lugares, de São Paulo e do Brasil. Mas, à vista do exposto, cabe uma homenagem – em termos de memória, ao menos – ao passado glorioso do Ipiranga. Bairro tipicamente fabril, abrigou em seu solo aquelas que foram das pioneiras indústrias do setor automobilístico. Que fique, pois, em nome da memória paulistana, este registro.

Autor: Rubens Cano de Medeiros – 18/02/2008

_________________________________________________________________________________

A minha família, Tangerino de Oliveira, comprou um terreno na Rua Albino de Moraes, 114/136, e aos poucos fomos construindo uma casa de madeira nos fundos. Na época esta rua era intrasitável no trecho à altura da Rua Antonio Frederico. Certa vez um ladrão roubou um Citroen e teve que abandona-lo neste cruzamento devido ao charco. Meu pai era carpinteiro e vivia construindo casas de madeira. Tinha uma firma importadora na Rua do Grito/Rua Silva Bueno que tinha a madeira de preço barato, mas tinha que desmanchar toda a embalagem (hoje se diz container) mediante o uso de pé-de-cabra e martelo. Esse era o meu trabalho, e isso levava o dia inteiro.

O meu pai ficou conhecido no bairro por Dito Carpinteiro, e ele e o seu Antonio Barraqueiro construíram boa parte das casas neste bairro, nos anos 50/60. Com o tempo o meu pai construiu também o primeiro sobrado de madeira no bairro, era algo curioso pra todos.

Autor: J. C. Oliveira – 13/02/2008

_________________________________________________________________________________

Lembro eu da fabrica chamada “Jutificio Sao Francisco” donde trabalhavam os meus pais em 1957 e também quando no verão o riacho transbordava. Parabéns a sua família porque os carpinteiros naquela altura podiam ser considerados como “artistas…

Autora: Maria Isabel Gallardo – 15/03/2008

_________________________________________________________________________________

… a famosa “Louça”, que era um poço bem fundo, ficava além do rio dos Meninos, divisa com S. Caetano do Sul, lembro-me de que havia uma corda pendurada na árvore, e a garotada pegava a corda dava um embalo e mergulhava, eu não sabia nadar e peguei a corda também dei uma embalada e tibum dentro dágua, caí dentro do poço, foi assim que aprendi a nadar. Anos 50 – Vila Carioca.

Autor: Balbino Silva – 27/02/2008

_________________________________________________________________________________

… me lembro da Vila Carioca na época das chuvas de verão, o riacho transbordava e não se podia transitar, Vila Carioca da Rua Auri Verde, Rua Amadis, na minha infância eu e meus amigos caminhávamos pela linha férrea da EFSJ perto da ponte e nadávamos em uma lagoa que tinha perto da mata fechada, bons tempos aquele, éramos felizes e não sabíamos…

Autor: Leonello Tesser (Nelinho) – 13/02/2008

__________________________________________________________________________________

Carnaval no Palácio

Finalmente era chegado o dia que todos esperavam: o dia do baile de Carnaval no Palácio Renascentista, o “Parque da Independência”.

Fiquei duas semanas preparando minha fantasia: Tailleurzinho cor-de-rosa, estilo Chanel, com colares e chapeuzinho combinando. Sapatos e bolsa, luvas nos tons de bege. Estava radiante, igualzinha à Doris Day.

Quando cheguei na limousine alugada, logo fotógrafos vieram registrar. Os “jardins franceses”, localizados logo à frente do Palácio, podía-se ver as topárias de buxos e azaléias, que delimitam canteiros de rosas, e palmeiras e ciprestes. Passando pelos jardins, pude observar alguns dos presentes, aproveitando a fresca da noite. Paulo Maluf conversava animadamente com Hebe Camargo (que gracinha que ela estava), o senhor Tommaso Bezzi informava alguns pormenores da construção ao Prefeito Kassab, mais perto da entrada do Palácio, encontro Roberto Carlos rindo das piadas do Adoniran Barbosa (me deu até vontade de participar da prosa).

No térreo no saguão de entrada, onde estão dispostas 24 colunas, encontro alguns paulistanos famosos, em pequenos grupos. Anita Malfati e Mário de Andrade; Rita Lee trocava figurinhas com Bibi Ferreira. Dali, parti para a escadaria central que, em dois lances, e após um patamar, desemboca no salão nobre.

Nesse salão a festa estava fervendo com marchinhas carnavalescas das melhores: o teu cabelo não nega mulata… A Estrela Dalva, num céu tristonho… Me dá um dinheiro aí… Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? E outras mais, inesquecíveis!

Conversei um pouco com Denner, que estava de prosê com Clodovil, cumprimentei o Agnaldo Rayol de longe, vi a Lolita Rodrigues (num vestido deslumbrante) procurando feito louca a Hebe e a Nair Belo, vi ao longe a Lu e o Geraldo Alckmin, conversando com o Mário Covas e esposa.

Dancei tanto, pulei tanto, que meu tailleurzinho ficou um lixo… Um horror! Era confete, serpentina, lança perfume, tanta coisa que estava completamente esbaforida.

Mas valeu a pena! O sol já estava raiando quando saí do Palácio. Pude ouvir alguns pássaros cantando: periquito-verde, bem-te-vi, sabiá, sanhaço, tico-tico, pardal, rolinha, anú-branco e corruíra.

Espero que, para o próximo ano, a Claudia Matarazzo não se esqueça de me enviar um convite para o Baile de Carnaval do Palácio no Parque da Independência. Imperdível!

Autora: Doris Day – 11/02/2008

_________________________________________________________________________________

Voltando ao tempo de infância na década de 40 passei pela creche Catharina Labouré, na Rua Cipriano Barata, posteriormente fiz o curso primário no antigo “Grupo Escolar Visconde de Itaúna” quando este estabelecimento ficava na Rua Silva Bueno no quarteirão entre as Ruas Cisplatina e Lucas Obes, de um lado havia a loja de ferragens Wagner e do outro uma loja de armarinhos e na esquina a famosa “Padaria Globo”, o curso foi concluído em 30 de novembro de 1946, ainda tenho a foto tirada na ocasião, o diretor era o sr. Oswaldo Rebouças de Carvalho e a professora era da. Eurides, infelizmente a memória não me ajuda, mas entre os colegas da foto identifiquei o Nelson Bife (ele tinha uma deficiência em uma das pernas), o Jayme e o Miguel Novelino – completei o curso de datilografia na escola técnica de comércio São Carlos do Ipiranga em 30 de setembro de 1949, com a professora da. Rosa Garcia Ramires e o diretor da escola era o prof. Irineu Colombo Martini, depois fiz o curso de admissão e ginásio na escola de comércio “Cruz e Souza” que ficava na Rua Bom Pastor quase esquina com a Rua dos Sorocabanos – em frente ao Visconde de Itaúna ficava a indústria de juta que ocupava praticamente todo o quarteirão.

Autor: Leonnello Tesser

___________________________________________________________________________________

No silêncio de minha sala meus pensamentos viajam e me conduzem aos anos 50, recordo-me do “footing” ou “vai e vem”, como era chamado o movimento de pessoas caminhando para baixo e para cima no início da Rua Bom Pastor e parte da Rua Benjamin Jafet. Havia um parque de diversões, um rinque de patinação, que funcionava na Bom Pastor, o cartório do registro civil, a cantina “Competidora” que servia deliciosas pizzas, uma farmácia e a padaria do Catelli. Os rapazes se postavam na calçada enquanto as moças desfilavam garbosamente e as paqueras aconteciam, de vez em quando um gracejo ou uma palavra elogiosa era dirigida a uma moça bonita, dentro do maior respeito e elegância. Às vezes os olhares dos rapazes eram correspondidos pelas damas e fatalmente o encontro acontecia nas matinês do cine “Ipiranga Palácio” lá na Rua Thabor. Bons tempos! Quanta saudade!

Autor: Leonello Tesser (Nelinho)

________________________________________________________________________________

Apesar de ter nascido em 1953 na Alameda dos Maracatins, próximo ao atual Shopping Ibirapuera, a fase que marcou minha infância sem dúvida foi no Ipiranga, onde meu pai, um espanhol que chegou ao Brasil em 1913, tinha uma loja de eletrodomésticos na Rua Silva Bueno, que depois se transformou numa pequena fábrica de rádios.

Para lá nos mudamos em 1960. Minha quadra era uma verdadeira torre de Babel. A começar por uma padaria de portugueses na esquina, depois uma loja de tecidos dos Hadad, onde o filho Rubens era meu amigo, a sapataria do Frederico, uma mercearia de outro português, uma loja de roupas do Israelita, Sr.Leon Carmona com suas filhas Miriam e Marcia, uma loja de calçados de um armênio, o açougue do meu querido amigo Salvador Marcos Pelegrini, hoje empresário próspero no ramo de veículos, a barbearia do Sr. Américo italiano, onde eu cortava o cabelo americano, a loja de brinquedos do Sr. Gilberto Geviane, onde lembro-me, eu estava em 63 quando o presidente Kennedy foi assassinado. Tinha até um eletricista russo, cujo filho de nome Stalin, brincava comigo às vezes. Do outro lado da rua, uma Ótica de holandeses, a Foto Landa onde fiz as fotos de minha primeira comunhão e mais loja de tecidos de outra família de árabes. Era uma amostra do que era São Paulo na década de 60.

Na época, passava bonde elétrico na rua, que era revestida de paralelepípedos e eu tinha poucas opções de lazer.

Lá vivi até 1964 quando mudamos para uma casa própria que meu pai tinha na Rua Lord Cockrane, onde passei minha adolescência até me casar em 1979.

Autor: José Roberto Simões Lopez

__________________________________________________________________________________

Rua Cipriano Barata, trecho entre as Ruas Almirante Lobo e Lucas Obes, lá residiu o tio Farino e seus filhos Antonio e Arlindo, minha saudosa mãezinha Dina deixou este mundo quando visitava a casa de dona Rosa, entre meninos e meninas daquela época lembro-me somente de uma menina que tinha longos cabelos loiros e seu nome era Madalena, ela também tinha amizade com moradores da Agostinho Gomes. Recordar é viver.

Autor: Leonello Tesser (Nelinho)

_________________________________________________________________________________

Ipiranga, Dia dos Pais, à tarde. Após o almoço fui dar um passeio pelo bairro, após caminhar bastante, parei na Rua Agostinho Gomes, no quarteirão situado entre as Ruas Lucas Obes e Almirante Lobo, onde passei a minha infância e uma parte da minha adolescência, a tarde vinha caindo lentamente e de repente comecei a lembrar-me do passado vivido naquele pedaço de rua. Hoje ele está bem modificado, as casas foram reformadas e ganharam novo aspecto, no meu tempo não havia calçamento, que tempos felizes aqueles!!! A vizinhança cordial e solícita sempre pronta a colaborar indistintamente (senti isso quando do passamento de minha querida mãe, falecida prematuramente aos 29 anos). Morei na casa de nº 2197, hoje está modificada, na época era apenas um quarto e cozinha com banheiro fora. Nos fundos morava uma família de espanhóis, pessoas boníssimas, mas me lembro somente dos nomes de 2 membros: Miguel e Melchior. Dos moradores daquele pedaço de rua guardo lembranças da oficina do senhor Vicente, da Irene e do Enzo, filhos de um senhor alfaiate cujo nome não me recordo, da Jane, uma menina de longos cabelos loiros, cujo irmão casou-se com um rapaz de nome Silvio, da família Vidal, cuja mãe se chama dona Anita, tiveram um trauma devido ao falecimento prematuro de um de seus filhos, de nome Araken, mas tinham o Getulio e um filho mais velho cujo nome não me ocorre agora. Esse pedaço de rua que guardo saudoso no fundo do coração.

Autor: Leonello Tesser (Nelinho)

_________________________________________________________________________________

Tenho 64 anos e vivi os primeiros 25 no Ipiranga (Agostinho Gomes quase esquina com 2 de Julho).

Casas simples e conjuntos operários geminados. Pela Rua 2 de julho descia um córrego do Alto do Ipiranga até os baixios da Rua 1822. Ruas sem asfalto e sem luz.

Nesta esquina um grande terreno baldio, onde costumavam se instalar circos, parques e pavilhões (o do Pitanga era um deles!). Com o tempo chegaram as melhorias e as novas construções e com elas o Armazém do Seu Santos. Vendia-se de tudo um pouco.

Abaixo na mesma rua, esquina com Lino Coutinho, tínhamos o Armazém do Seu Albertino, onde aos sábados comprávamos spaguetti Petybom (finos e longos, em embalagem de papel azul anil), parmesão, vinho tinto Castelo e soda limonada Antarctica para as crianças (ou seja eu!).

Descendo mais, na esquina com Rua Silva Bueno, havia um ponto de Táxi, com carrões americanos e motoristas quase familiares, seu Adelmo era um deles! Nesta esquina tínhamos ainda padaria e a Casa Lealdade (bazar, armarinhos, etc.). A alguns metros o Salão Fiori (cabelo&barba), onde fui cliente de muitos anos. Quase ao lado um grande depósito da Antarctica, e em frente o Foto Landa!

Autor: Laer Passerini

__________________________________________________________________________________

Estudei o primário no Externato Menino Jesus, R. Lino Coutinho, entre a R. Labatut e Lucas Obes, muitas saudades da professora Apolonia Carvalho Cruz, e da diretora Maria Lopes Mendonça. A R. 2 de Julho era o meu caminho p/ ir ao bairro Vila Carioca.

Autor: J.C. Oliveira – 03/02/2008

_________________________________________________________________________________

Esses dias fui ao Brás. Este que considero meu terceiro bairro do coração. Já é notório que o primeiro é e sempre será o Ipiranga. Foi por ele que cometi este crime de alterar o título do clássico de Alcântara Machado. Talvez um crime de um justiceiro. Não conheço nenhuma menção literária ao bairro do Ipiranga que não ligada a nossa independência. Independência que nada teve de moção popular. O próprio rio Ipiranga, juntamente com o povo, é que foi conformado à nova ordem. Percebam que ele descreve uma curva inacreditavelmente artificial só para passar em frente ao Monumento.

Nem mesmos meus compositores preferidos creditaram uma só letra ao Ipiranga. O Adoniran citou o Bixiga, Alto da Mooca, Brás, Vila Ré; sem contar as ruas da Sta. Efigênia. Vanzolini só como zoólogo ia ao Ipiranga. Como boêmio não. Há mesmo uma só música de Silvio Caldas intitulada Ipiranga. Relata o Grito do Ipiranga…

Dizia que fui ao Brás. Sim, desta vez de ônibus. Meu plano era descer no Lgo. da Concórdia, mas acabei descendo antes, próximo ao Largo do Brás. Nunca tinha notado a beleza deteriorada da Igreja Bom Jesus do Brás! Em meio ao trânsito da Rangel Pestana, tantos prédios antigos sendo lenta e cruelmente demolidos pelo tempo. Do mesmo modo que o Ed. Esther no centro. Tenho em casa uma foto dele dos anos 40, ousei compará-la com a imagem atual, ao vivo e a cores. A foto desgastada em preto e branco é mais bonita, sem dúvida.

O Bexiga, este felizmente muito lembrado, é meu segundo bairro preferido. O Bexiga do busto de Adoniran na Pça Dom Orione, da escadaria, e da Cantina Capuano, restaurante mais antigo de S. Paulo ainda funcionando. O Bexiga da (para mim incômoda) proximidade com a Paulista. Nada tenho contra ela, muito pelo contrário. Só tenho medo que a especulação imobiliária inclua as ruas estreitas do Bexiga na marcha triunfal dos espigões de vidro fumê, ou mármore branco. Já dizia o samba: “Bixiga hoje é só arranha-céu e não se vê mais a luz da lua”. Certo dia ouvi dizer, não garanto ser verdade, que uma igreja do Bexiga tombada pelo patrimônio histórico é cortada por um viaduto que esconde suas torres. Soa muito verdadeiro…

Muitos escrevem, aqui neste espaço, histórias da S. Paulo de suas vidas. Relatos muito interessantes que permitem que eu, nascido no final da década de 80, conheça a S.Paulo das décadas de 40, 50, 60, 70. Mas e daqui uns 50 anos, eu com 68, o que será que vou escrever? Como irei descrever a S. Paulo do ano 2000? Como a que teve, no início do ano de 2007, uma obra do metrô engolindo transeuntes? Como a que não conseguiu controlar seu aeroporto, orgulho do passado, e permitiu que este ficasse nas mãos das companhias aéreas? A cidade marcada pela pressa? Pressa em entregar a obra do metrô, em entregar a pista de Congonhas, em liberar o tráfego da Washington Luís?

“Meus” bairros? Será que o Ipiranga será lembrado pelos condomínios que destruíram as casinhas antigas, tão subjetivas, portadoras da essência de nosso povo, demolidas para dar lugar a vários prédios iguais, com nomes em inglês ou francês? O Brás, será lembrado apenas pelo comércio agressivo de roupas, tecidos, pelos bolivianos que em regime de escravidão movimentam este surto consumista?

Pareço pessimista demais? A primeira vista concordo que sim. Mas na verdade, posso garantir que é um desabafo de alguém que, com muito otimismo, quer ver a cidade de São Paulo cada vez melhor. Respeitando seu passado, seus traços marcantes. Não entregue ao domínio irrestrito do lucro (que leva à pressa acima citada). Quero vê-la cada vez melhor porque, aconteça o que acontecer, não deixarei de admirá-la e de defendê-la. “São São Paulo,quanta dor; São São Paulo MEU AMOR!”

** À Barra Funda, minhas sinceras desculpas pela exclusão. A todos os demais bairros, meu sincero respeito e apreço.

Autor: Igor Nitschi

__________________________________________________________________________________

Nasci no Bairro de Vila Moraes (1951), longe do Centro de São Paulo, estudei no Julio Ribeiro(1958), Diretora Sofia, Prof. D.Branca, a nossa Igreja Santa Ângela do Padre Mário, com Quermesses, festas, fui coroinha e da Cruzada e Catecismo com Irmã Paulina.A Av.do Cursino em terra, jogava bola, taco, bolinha de gude, carrinho de rolimã na Rua, depois nos Clube dos Aliados ( Alemão, Rosalvo, Tupã, Cazuo, Nato, Vila Cilau, Lauro, Cridão e outros grandes amigos de infância).

Os Bailes na Sede dos Aliados, que bom para nós jovens da época, sem maldade.

A Padaria do Chabrega, do Cruz, o Bar do Seu Leite do Toninho, o Dentista Siduo Matida, a feira de Sábado.

Tudo se apagou e hoje ficou somente a saudade daqueles tempos que a prosperidade modificou e mostra nova história deste novo tempo.

Autor: Walter dos Santos Pires – 13/07/2007

_________________________________________________________________________________

Gente, o Ipiranga já encheu e continua enchendo….meu coração de saudade e alegria, oh! bairro bão!

Minha ligação com o Ipiranga começa por volta de 1918, quando meus pais, então com 3 anos, mudaram-se de Santana para o Ipiranga (eles eram primos, acho que é por isso que me “falta um parafuso”).

O pai da minha mãe trabalhava na estrada de ferro SPR que depois virou E.F.Santos a Jundiaí. Seu local de trabalho era na estação Pari, mas minha mãe ainda bem criança tomava o trem na estação Ipiranga para levar a marmita para meu avô. Eu nasci em 1945 na Rua Silva Bueno, em casa, pelas mãos da D.Carolina (Parteira) e vivi lá praticamente até 1971, quando me casei, mas nunca cortei o Cordão Umbilical com o Ipiranga. Fui batizado na igreja São José do Ipiranga, estudei no G.E.Visconde de Itaúna, enfim sou ipiranguista de corpo, alma e coração. Apresentadas as credenciais, podem crer que tudo que eu escrever será a mais absoluta verdade, a minha verdade pelo menos.

Inicialmente, vamos esclarecer um ponto: O C.A.Ypiranga não tem esse nome por causa do bairro, o clube foi fundado em 1906 e somente vários anos depois mudou-se para o Ipiranga, aí sim os ipiranguistas o adotaram como o Time do bairro e ele virou o famoso “vovô da Colina Histórica”.

Tremendo “bicho papão” dos grandes clubes e grande revelador de talentos como: Barbosa, Homero, Bibe, Rodrigues Tatú, Oswaldo Balisa, Rubens (o professor ou doutor Rubis), Zézinho e etc. Desse pessoal três merecem destaque especial: Barbosa, o maior injustiçado da copa de 50; Rubens, esse merecia um texto só para ele, pois além de jogar muito, aos 40 anos comandou, no campo, a subida da Prudentina para a divisão de elite do futebol paulista e nunca tocam no nome dele, que na minha opinião não devia nada para Zizinho, Ademir de Menezes e outros. Finalmente o Zézinho, este, pouquíssimas pessoas sabem de quem se trata. O Zézinho, era um atleta nato, ele ganhava todas as provas de pedestrianismo do bairro, salto em distância, salto triplo enfim todo esporte que se metia era campeão. Fomos criados juntos, pois tínhamos praticamente a mesma idade, éramos vizinhos e nos criamos no Parque Infantil D.Pedro, ali na Rua dos Sorocabanos. Quando havia jogo contra outro time e o nosso goleiro faltava, púnhamos o Zezinho no ataque no 1º tempo para fazer vários gols e no 2º ele pegava no gol para garantir o resultado. Lembro bem dele, era um mulato claro, filho de uma mulata com um português, “seu” Souza que tinha um bar na R.Almirante Lobo. O Zézinho chegou a jogar algumas vezes na ponta esquerda do Palmeiras, embora fosse Corinthiano com TH ou seja doente, só não se tornou um craque famoso porque um técnico inescrupuloso propôs que ele lhe desse as luvas do 1º contrato, como ele se negou o técnico fez o Palmeiras vendê-lo para um time de algum país da América do Sul, que na época não tinha tradição (Equador, Colombia etc) e que graças a jogadores como ele aprenderam e hoje dão trabalho ao Brasil.

Cumpre esclarecer que quando o Ypiranga teve um grande time o “Trio de Ferro” (Corinthians, Palmeiras e São Paulo) mandavam no futebol paulista, dizia-se até que o Campeonato Paulista era decidido da seguinte maneira:

“Joga-se uma moeda para o ar, se der Cara é o Corinthians, se der Coroa o Palmeiras, se cair em pé o São Paulo e se não cair a Portuguesa!”

Comecei meus comentários sobre o Ipiranga pelo futebol, mas prometo que escreverei mais abordando os Bondes, os Cinemas, as Escolas, enfim o que a minha memória se recordar, pois….recordar é viver.

Autor: Antonio Souto – 13/07/2007

________________________________________________________________________________

… ÁTÉ MEADOS DE 1952 MOREI NA RUA LUCAS OBES, ESQUINA COM A LINO COUTINHO NUMA CASA QUE FICA AO LADO DE UM EMPÓRIO DE ESQUINA MAIS PRECISAMENTE NO 473, A CASA AINDA ESTÁ LÁ MAS HOJE COM OUTRA APARENCIA, POR ALI PRÁTICAMENTE PASSEI A MINHA INFANCIA E JUVENTUDE, DEPOIS FUI PARA A VILA DAS MERCES ONDE FIQUEI ATÉ 1960, CASEI-ME E VOLTEI PARA O IPIRANGA.- VOU REBUSCAR A MINHA MEMÓRIA A VOLTAREI PARA CONTAR MAIS ALGUMA COISA DO IPIRANGA, O “MAIOR BAIRRO DO MUNDO”…

Autor: LEONELLO TESSER – 14/08/2007

__________________________________________________________________________________

… em 1958 ou 1959 eu com 13 ou 14 anos, num dia 15 de agosto, tive o prazer de vencer uma prova de pedestrianismo organizada pelo CDR São José, foi um dia especial porque era aniversário de minha mãe. Quem treinou a garotada foi o Egisto (Feijão) que inclusive corria a S.Silvestre pelo São José. Eu morava na Lino Coutinho quase na esquina da Alm. Lobo, numa casinha nos Fundos da casa do Albertinho (Portugues) que chegou a ser presidente do CDR…

Autor: Antonio Souto – 01/08/2007

________________________________________________________________________________

… DOS CLUBES VARZEANOS QUE NÓS TIVEMOS NO YPIRANGA, EM PRIMEIRO LUGAR VOU CITAR O C.D.R. SÃO JOSÉ POIS FOI ALÍ QUE PRÁTICAMENTE ME CRIEI, A AGREMIAÇÃO AINDA EXISTE LÁ NA RUA LUCAS OBES, O BANDEIRANTES, O PIRATININGA, O RUBEN SALLES, O OLAVO BILAC, O REPÚBLICA, O E.C. CANTO DO YPIRANGA, O SPORTING, O EMEFICA, CORINTHIANS DA VILA MONUMENTO, O SETE DE MAIO, O UNIÃO MÚTUA, O CRUZADA, O PAZ UNIÃO, O CISPLATINA, O MONTE VERDE, O VILA INDEPENDENCIA, O DEMOCRÁTICOS E MAIS RECENTES: SINCLAIR, ZUM-ZUM, FIRMIANO PINTO, FLOR DE SÃO JÕÃO CLIMACO E LÁ PELOS LADOS DA RUA SOROCABANOS TINHAMOS O FLUMINENSE DE ONDE SAÍRAM ALGUNS DOS JOGADORES DO YPIRANGA DOS QUAIS JÁ TRATEI NO COMENTÁRIO ANTERIOR.- COMO ERA BOM A GENTE TER OS ESPETÁCULOS DE FUTEBOL QUE NOS ERAM PROPORCIONADOS POR ESSES TIMES NAS MANHÃS DE DOMINGO, GERALMENTE TINHAM 3 CATEGORIAS OU SEJA: SEGUNDO QUADRO, O EXTRA E O ESPORTE…

Autor: LEONELLO TESSER – 31/07/2007

_______________________________________________________________________________

… para elencar todos os craques que o Ypiranga e o Ipiranga produziram seria necessário um site só para isso… o Caçula (Airton) a 1ª grande estrela do Futebol de Salão? e tantos outros. O Geraldo Scotto eu sabia qua havia jogado no Sacoman, cuja sede era na Alencar de Araripe e o pai dele tinha uma alfaiataria na Via das Lagrimas. Outro dia eu li no site o Milton Neves que o Scoto havia sido o maior lateral esquerdo do Palmeiras até o Roberto Carlos, caí na gargalhada, nunca ví o Geraldo errar puxada e arrumar o meião deixando o Henry ou equivalente livre, e olha sou Corinthiano, mas o Geraldo Scotto foi muito melhor que o Roberto Carlos. Qualquer dia vou falar só dos cinemas, praticàmente eu nasci dentro do Cine Paroquial, que foi Rubi, Imperador e era extremamente carismático…

Autor: Antonio Souto – 23/07/2007

_________________________________________________________________________________

… SALVE O BAIRRO DO YPIRANGA!!! O MAIOR BAIRRO DO MUNDO!!! COM REFERENCIA AO CLUBE ATLETICO YPIRANGA … TIVEMOS AINDA ALGUNS NOMES TAIS COMO: DEMA, RUBENS MINELLI, GERALDO SCOTO, LIMINHA, RAFAEL (ARQUEIRO), SAMARONE, BELMIRO, REYNALDO, SILAS, VALTER, GIANCOLI, ALBERTO E, ALÉM DESSES TEM MUITOS MAIS DA VELHA GUARDA COMO LULU, SAPÓLIO, SAPOLINHO E UM QUE RECENTEMENTE NOS DEIXOU, TRATA-SE DO MEIA ESQUERDA NÊNÊ QUE FOI CAMPEÃO JUVENIL, TRANSFERIU-SE PARA O CORINTHIANS, PASSOU DEPOIS PELO JUVENTUS, SÃO PAULO, MARILIA ETC…

Autor: LEONELLO TESSER – 20/07/2007

________________________________________________________________________________

… antes de 1935 a moeda não poderia cair em pé, visto que o São Paulo sequer existia, em 1943 o São Paulo foi campeão pela 1ª vez, de lá para cá “virou bagunça”, até Bragantino, São Caetano etc.foram campeões…

Autor: Antonio Souto – 18/07/2007

_________________________________________________________________________________

… eu resido no bairro do Ipiranga somente a dez anos e já atestei o quanto o mesmo é maravilhoso e cheio de tradições. Ali na Silva Bueno, perto da Chocolandia, tem um salão de barbeiros dirigido pelo Sr. IDOLO, que começou trabalhando lá no salão há mais 50 anos ajudando o pai e ainda lá permanece até hoje…Quanto as moedas cairem cara, coroa ou em pé, ainda bem que a moeda , depois que o S.Paulo foi fundado em 35, caiu mais de pé do que como cara ou coroa…

Autor: Francisco Lemmi Filho – 17/07/2007

__________________________________________________________________________________

… o Dr.Rubis, como o povão do Flamengo o chamava, após sair do Flamengo, jogou pelo Vasco e em fim de carreira passou pela Portuguesa e Prudentina, nunca tendo jogado na Espanha.

Autor: Antonio Souto – 14/07/2007

________________________________________________________________________________

… Quanto mais conheço o Ipiranga, mas dele me orgulho e, sem medo de errar, afirmo que, com o devido perdão dos demais, o Ipiranga é o melhor bairro de S. Paulo.

Autor: Igor Nitsch – 13/07/2007