Gran Mestri participa da APAS em São Paulo

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A  APAS é a maior feira de alimentos, bebidas, higiene, limpeza, equipamentos e tecnologia para supermercados do mundo e chega à sua 35ª edição. Serão 4 dias reunindo os principais tomadores de decisão e promovendo relações, experiências e negócios entre empresários e executivos do setor.

A Gran Mestri participa na próxima semana em São Paulo da maior feira de supermercados do Brasil, a APAS, já pensando na expansão e vendas dos novos produtos.

Fabricante do Grana Padano, Parmesão, Montanhês, Pecorino (leite de ovelha), Manteigas e requeijões a fábrica estará lançando para o mercado nacional o queijo provolone, gorgonzola e a primeira manteiga forno e fogão do Brasil com receita italiana.

Além da linha de queijos ralados e o creme cheese.

A APAS é reconhecida mundialmente como a maior feira supermercadista da atualidade.

Ao todo são 738 expositores, sendo que 200 são internacionais de 19 países. O público estimado é de 100 mil pessoas. A Gran Mestri aproveita a feira também para apresentar inovação e fazer negócios. Fundada pelo empresário Acari Menestrina, a fábrica é hoje a maior da América Latina, com um milhão de queijos duros em estoque.

Serviço:

Apas

Data: 6 a 9 de maio

Local: Expo Center Norte - São Paulo

Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo

Horário: Das 14h às 22h

Sobre o Acari Menestrina

Nascido em Rio dos Cedros, Médio Vale do Itajaí, instalou-se no Oeste catarinense em 1976 como extensionista da antiga Associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (Acaresc), hoje Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Tinha, então, por volta de 20 anos, estagiou em Itapiranga e em São Miguel do Oeste, para depois assumir o escritório local de Guarujá do Sul. A partir daí iniciou uma revolução que transformou a região Oeste catarinense em uma das mais produtivas – e promissoras – bacias de leite do país. Hoje, com 37 anos dedicados ao setor, é dono da Gran Mestri, fábrica de queijos nobres e padrão de qualidade europeu com os quais pretende ser referência no Brasil e faturar R$ 150 milhões ao ano.

Sobre a fábrica Gran Mestri

 Localizada no Extremo Oeste Catarinense, em Guaraciaba,  na bacia leiteira que mais cresce no país, a empresa possui o maior parque industrial de queijos duros da América Latina. Para enfrentar a crise do mercado financeiro, este ano, a Gran Mestri, apostou em um novo nicho de mercado, uma grande linha de queijos duros, ralado e requeijão com zero % de lactose.

De acordo com o presidente da Gran Mestri, Acari Menestrina, “para reduzirmos os nossos custos de produção resolvemos não demitir, mas, sim contratar. Aumentamos a produção, a produtividade, a eficiência e ajustes finos. O nosso objetivo é ser o número 1 naquilo que a gente faz, pois do 2 ao 10 tudo é igual. Por isso, vamos fazer o que demoraríamos cinco anos, em um ano”, diz.

Além dos produtos zero lactose, a Gran Mestri continua com o foco no mercado dos queijos duros, conquistando novos pontos de venda. O Queijo Grana Padano, por exemplo, é o queijo mais nobre entre os queijos duros. “Não produzimos um queijo, mas sim um conceito alimentar d o Parmesão Maturado, Ralado, juntamente com o Montanhês.

Foi justamente a inovação que tornou a Gran Mestri referência no Brasil. A empresa foi a primeira do país a produzir uma manteiga brasileira em lata abre fácil, nas versões com sal e sem sal. “Temos uma central de fracionamento com tecnologia italiana pois a tendência é de pequenas porções  e que o produto já saia fracionado da indústria, agregando assim mais valor para o consumidor final” conta o presidente da empresa.

Gran Mestri lança linha de queijos com  zero lactose

No Brasil, de 60% a 70% das pessoas adultas tem algum tipo de intolerância a lactose, sendo que pelo menos 25% da população adulta, tem uma intolerância mais acentuada. Diante destes dados, e depois de muita pesquisa, a empresa resolveu investir nesta nova linha de produtos.

Agro Sopramonte investe em genética e tecnologia para conquistar mercado

Agro Sopramonte (sobre os morros) é um povoado em Trento, Norte da Itália, de onde vieram os ancestrais da família Menestrina. E foi justamente com o nome da vila de origem de sua família que o empresário Acari Luiz Menestrina batizou seu mais recente e ousado empreendimento. A Agro Sopramonte tem como vocação principal produzir leite de alta qualidade e custo baixo. A área localiza-se na linha Tope da Serra, no município gaúcho de Erval Grande, próximo à divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina.

A área de 200 hectares abriga um sistema de produção que Menestrina denomina como “um pedaço da Nova Zelândia no Brasil”. Isso porque o país da Oceânia é o maior produtor e também o maior exportador de leite do mundo. O leite neozelandês é produzido à base de pasto, com alta qualidade e baixo custo. “A Nova Zelândia é referência mundial em produção de leite e é nisso que nos inspiramos”. Na busca por qualidade e baixo custo e, consequentemente, ser competitivo no mercado internacional, Menestrina implanta ainda em sua fazenda lições aprendidas com os italianos, que são modelo de processo industrial e tecnologia produtiva.

Com investimento em genética, tecnologia, planejamento e pastagem, a Agro Sopramonte cria um sistema eficiente, que permite gastar pouco e lucrar muito. O projeto iniciou em 2009 e tudo foi minuciosamente planejado. Para colocá-lo em prática, Menestrina conheceu exemplos produtivos bem sucedidos na Oceania, Europa e países do Mercosul. “Aplicamos aqui o que há de melhor no mundo”, resume.

A área, localizada há 800 metros de altitude e a 150 metros de uma rodovia federal, apresenta as condições ideais para a produção que pretende Menestrina. Em dezembro de 2013 foi finalizada a construção das instalações, um total de 2.200 metros quadrados de área construída, incluindo: tambos de leite, sala de espera, sala de ordenha, salas administrativas, sala de alimentação para os funcionários, vestiários, casas de moradia e galpão para depósito. Foram feitos ainda três silos para armazenagem de silagem, num total de 630 metros quadrados.

O projeto para 400 vacas Jersey está sendo colocado em prática com um investimento de R$ 3 milhões. Menestrina destaca, além da excelência produtiva, a gestão responsável e eficiente. O orçamento da fazenda é matricial, os processos são padronizados, tornando o empreendimento sustentável e ecologicamente correto. Os seis funcionários da fazenda são treinados e qualificados. “Isso significa a pessoa certa no lugar certo”, explica.

As instalações da Agro Sopramonte foram pensadas para melhor aproveitamento da luz solar e destinação dos dejetos para fertiirrigação (adubação das pastagens) por gravidade. Menestrina aplicou na fazenda um modelo neozelandês em que os dejetos saem por aspersor até as pastagens. “Isso nos permite trabalhar com custo baixo”, explica o empresário.

A Agro Sopramonte segue todas as normativas internacionais de produção e está apta a ser auditada, certificada pelo Mapa - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A fazenda, que abriga um verdadeiro modelo de produção, será ainda aberta para a visitação de produtores e para a realização de dias de campo.

Menestrina conta com a ajuda da filha Andressa, que segue os passos do pai coordenando as atividades na Agro Sopramonte. A jovem de 24 anos está se formando em medicina veterinária e já participou de missões técnicas na Nova Zelândia e Austrália. “Eu mesmo comecei segurando o rabo da vaca para a nona tirar leite”, brinca.

“Eu gosto de desafios”, diz Menestrina, referindo-se à meta da Agro Sopramonte, que é produzir seis mil litros de leite ao dia, com uma média de 15 a 18 litros diários por vaca. “Um leite de excelente qualidade, à base de pasto e com custo baixo”, define.

 

Leite à base de pasto

“Meu objetivo é ser, antes de produtor de leite, um pasticultor”, diz Menestrina. A pastagem, em sistema de piquetes rotacionados (Voisin) é irrigada, o que permite continuar produzindo pasto em períodos de escassez. Água suficiente para a irrigação está armazenada em 12 açudes espalhados pela propriedade. Os 100 hectares de pastagens passaram por análise e correção de solo e as sementes foram trazidas da Nova Zelândia. As variedades cultivadas são festuca, trevo branco, azevém perene, tifton, gigs e milheto. Além de produzir pasto, a fazenda Sopramonte tem uma reserva de silagem para períodos de intervalo entre pastagens. “Temos 1,5 milhões de quilos de comida guardada, entre feno e silagem”.

Menestrina destaca que o grande diferencial da bovinocultura leiteira é que esta está baseada no consumo de pasto e é possível produzir a custo baixo. O mesmo não ocorre com a suinocultura e a avicultura, por exemplo, que necessita de proteínas nobres e de alto custo (milho e soja).

Gado Jesey

Instalações construídas com o que há de melhor no sistema produtivo, pasto à vontade e 400 vacas da raça Jersey compõem o cenário do ousado projeto da Agro Sopramonte. Hoje, são 200 animais no local, 100 em lactação. Menestrina, que faz parte da Associação Brasileira de Criadores de Jersey e da Associação Gaúcha de Criadores de Jersey, explica que a raça é dócil, mas adaptável a diferentes ambientes e condições climáticas, tem maior longevidade, busca seu próprio alimento e ainda produz leite com maior de teor de sólidos não gordurosos (proteína, lactose, vitaminas e minerais. “O leite Jersey contém 20% a mais de proteínas e 15% a mais de cálcio do que o leite de outras raças). Os animais da fazenda Sopramonte são pura origem e com altos padrões zootécnicos.

 

A ousadia vai além

Menestrina anda pelos campos da Agro Sopramonte na companhia de Bali, um cão pastor Maremano Abruzês. Um casal da raça foi trazido da Itália para guardar o rebanho de ovelhas da fazenda. Bali, porém, com seu temperamento dócil se tornou o amigo inseparável do empresário.

Ovelhas das raças Lacune, Texel, Ile de France e Frisona compõem o rebanho da Agro Sopramonte, que já conta com 150 animais e cujo objetivo é a produção de leite, carne, lã e a comercialização de animais.

A Agro Sopramonte é cenário ainda de outros projetos, frutos da ousadia de Menestrina. Os sonhos plantados ali incluem um hectare de nogueiras, já no quarto ano e quatro hectares de oliveiras, para a produção de óleo e conservas. O cultivo inclui árvores das variedades Ascolano e Galega (especiais para conservas), Alberquina, Arbozana e Caroneiki (produção de óleo de oliva) “O cultivo de oliveiras é um projeto diferenciado que tem tudo para dar certo, devido às condições climáticas ideais. Pretendemos lançar no mercado o azeite mais nobre e saboroso, o extravirgem, prensado a frio”. A área possui ainda reflorestamento, implantado há oito anos nas áreas de maior declive.

Fotos: Winston Gambatto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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