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Serviço Espetáculo:

(IN)JUSTIÇA Estreia: 25 de janeiro, sexta, às 20 horas Temporada: 25 de janeiro a 19 de maio

Horários: sextas e sábados (às 20h) e domingos (às 19 horas)

Ingressos: Pague quanto puder (bilheteria: 1h antes das sessões)

Duração: 90 minutos.

Gênero: Experimental / Ensaio cênico. Classificação: 14 anos Casa de Teatro Maria José de Carvalho Rua Silva Bueno, 1533. Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318

Capacidade: 60 lugares. Não possui acessibilidade. Não possui estacionamento. https://www.facebook.com/companhiadeteatro.heliopolis/ http://ciadeteatroheliopolis.com.br/

ACESSE O RELEASE COMPLETO AQUI

Sex, 15 de Fevereiro de 2019 13:51

16.02.19

PERDEMOS BOECHAT | Todos nós perdemos o trabalho maravilhoso que fazia o jornalista Ricardo Boechat. Falava e pugnava pelo que era preciso para melhorar as coisas do País e falava o que todos gostariam de falar e por isso gostavam de ouvir. Era quase que obrigatório, pela manhã, às 7h30, ouvir os comentário pela BandFM, de Ricardo Boechat. Também à noite acompanhava-se as notícias divulgadas por ele na TV-Bandeirantes. Vai fazer falta. A democracia perdeu uma voz muito vibrante e séria. A repercussão de sua morte ultrapassou as fronteiras do nosso Estado e do País. Perdemos o que não se podia perder tão cedo !

ADVOGADOS – A OAB do Ipiranga promoverá no próximo dia 26, com início às 19,00 horas, lá na Casa do Advogado – Rua dos Patriotas nº 701, a palestra: MP 871/2019 suas implicações – Aspecto prático e teóricos pelo expositor Dr. João Alexandre Abreu. Inscrição mediante a doação de 1 kg alimento não perecível. Mais informações pelo telefone 2069-8022.

VISITAS MONITORADAS – Agora o Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo localizado à Rua Conde Sarzedas nº100, poderá ter visitas especiais, monitoradas mediante a doação de uma lata ou pacote de leite integral em pó de 400g, no ato da inscrição lá na Praça da Sé nº385 – 10 andar. O objetivo do TJ é de preservar e divulgar os elementos materiais relacionados à vida e tradições do Poder Judiciário Paulista.

GRUPO ESPECIAL – Na semana passada divulgamos as Escolas de Samba de São Paulo do Grupo Especial que desfilarão no Sambódromo do Anhembi na sexta-feira, dia 1º de março. Hoje daremos a relação das escolas de samba e seus enredos, também do Grupo Especial, que desfilarão no sábado de Carnaval, dia 2 de março. A abertura será campeã do Grupo de Acesso de 2018 Escola de Samba Águia de Ouro com o enredo “Brasil, eu quero falar de você. Na sequência virão Dragões da Real( A invenção do tempo. Uma Odisseia de 65 minutos), Mocidade Alegre( Ayakamaé: As Águas Sagradas do sol e da Lua), Vai-Vai (Vai-Vai, o Quilombo do futuro), Rosas de Ouro(Viva Hayastan),Unidos de Vila Maria(Nas asas do grande Pássaro o vôo da Vila Maria ao Império do Sol) e Gaviões da Fiel (A saliva do santo e o veneno da serpente).

SEM CARNAVAL – Recebemos em primeira mão a notícia que o C.A.Ypiranga não realizará mais o Carnaval de Salão nos dias 2 e 4 de março, conforme noticiário anterior. É uma notícia importante que de um lado entristece a memória dos tradicionais e fabulosos carnavais de salão do CAY, porém muito prudente pois se analisarmos o que acontece com os blocos carnavalescos relacionados a bebida e brigas, o mesmo poderá ser pior ainda em salão fechado. Prevenir acidente é o dever de todos e principalmente uma agremiação consagrada como o Ypiranga.

MUSEU DO IPIRANGA – Voltamos para a mesma novela...e, agora José ?  A direção do Museu do Ipiranga prometeu para janeiro de 2019 o início das obras de reforma e restauração do prédio. Agora passamos mais da metade do mês de fevereiro de 2019... tudo indica pelos chamamentos pela imprensa que não tem verba para iniciar as obras? A situação financeira da USP continua crítica. A esperança Será que ainda já esperança para 2022 ? Rezemos !

SAMBA – Alô moçada, o Carnaval está chegando... domingo próximo, dia 17, a partir das 18,00 horas, haverá ensaio lá na quadra da Escola de Samba Imperador do Ipiranga – Av.Carioca nº99  e no dia 24, também domingo, haverá ensaio técnico lá na Rua Aida, próximo ao Metrô Tamanduatei.

VELHA-GUARDA – A Escola de Samba União das Vilas está convidando todos os componentes de Velha Guarde para o encontro que será realizado domingo próximo, dia 17, com inicio às 14,00 horas lá na sua sede sita à Rua Assunção nº132, no Bairro Assunção, em São Bernardo do Campo. O objetivo será compartilhar e enaltecer a história das agremiações e do Carnaval repassando para as comunidades as experiências e vivências. A entrada será franqueada ao público.

PENSAMENTO – .” Nunca coloque um ponto final nas suas conquistas ou nas suas ações, coloca sempre uma vírgula, porque, se por algum motivo, tiver que recomeçar, o recomeço ficará bem mais fácil “(Fernando Penteado).

AMIGO DO BAIRRO-  Acompanhe a partir dos sábados e por uma semana,  nossa matéria em www.independenciaoumorte.com.br , o Portal do Ipiranga.

Sex, 15 de Fevereiro de 2019 13:29

Obrigado, Boechat

            Morre Ricardo Eugênio Boechat, “o melhor âncora do Brasil” (título oferecido a ele por seu colega José Luiz Datena), em mais uma tragédia que marcou o início de 2019.

Para mim, jornalista em formação, Boechat era um espetáculo à parte naquilo que estudo e busco seguir como profissão. Lembro de diversas ocasiões onde vibrei com seus comentários ao vivo, fosse na rádio pela manhã ou à frente da bancada do telejornal à noite. De certo, sempre comentei com colegas- alguns que estagiaram em sua redação- sobre suas análises tão justas e suas opiniões tão fortes.

Para minha geração, Ricardo Boechat foi e continuará sendo um ícone, um verdadeiro mito no que fazia. Muitas vezes, não concordava inteiramente com seus pontos de vista, mas sempre queria saber o que pensava, sempre o achei muito equilibrado e com uma capacidade de síntese absurda. Saber do cara era obrigatório para alguém que busca percorrer os mesmos passos e ser um profissional da informação tal como ele.

Escrever e falar do Boechat no passado é muito difícil, como já anteciparam os colegas da Rede Bandeirantes durante a cobertura do acidente fatal, afinal sua atividade ainda era muito intensa.

As manhãs na rádio nunca mais serão as mesmas. Aquela dobradinha extraordinária entre Boechat e Zé Simão será difícil de superar. As noites sem seus comentários audaciosos e cheios de razão nas matérias do Jornal da Band agora serão vazias.

Boechat merece um capítulo só dele na história do jornalismo brasileiro. Passou pelos maiores veículos de comunicação do país deixando um enorme número de admiradores e amigos seja onde fosse. Sofreu um duro golpe no início do século quando foi grampeado e perdeu o emprego na Globo. Mudou de casa, na Rede Bandeirantes, se reinventou e também mudou o modo de fazer jornalismo- ora por necessidade, ora por gosto.

Boechat devolveu o microfone ao povo especialmente na cidade de “São Sebastião do Rio de Janeiro”- como o mesmo gostava de chamar na rádio. Falava o que a população queria dizer. Enfrentava os grandes barões com muita coragem. Não teve medo de ir contra a linha editorial de onde trabalhava. E mais, Boechat nunca perdeu o respeito em uma análise sequer, sempre um cavalheiro.

 O choro é inevitável, especialmente quando olhamos para o momento de falta de representatividade em que vivemos. Boechat representou a voz do povo. É impressionante a admiração que circunda esse homem, até mesmo seus inimigos, pessoas que receberam duras críticas nos últimos tempos lamentaram a morte do careca.

Assim sendo, ao caro amigo que não conheci mas considero parte da minha família, gostaria de agradecer: Obrigado, Boechat.

Obrigado, Boechat, por explicar ao então deputado Jair Bolsonaro, em pleno ano de 2016, que torturadores não têm ideologia e não merecem enaltecimento em votações na “Casa do Povo”.

Obrigado, Boechat, por mandar Silas Malafaia procurar uma rola, até porque esse pastor não tem mais o que fazer além de ser “explorador da fé alheia”.

Obrigado, Boechat, por ligar para sua mãe ao vivo e perguntar se ela tinha recebido dinheiro das empreiteiras pois os deputados listados no escândalo tiveram  a cara de pau de negar tudo em rede nacional.

Obrigado também, dona Mercedez, pelo filho talentosíssimo que a senhora colocou no mundo e por sua relação tão bela com ele.

Obrigado, Boechat, por estabelecer um canal direto da rádio com a população, devolvendo assim o direito à comunicação para todos.

Obrigado, Boechat, por credibilizar mais o povo do que os engravatados no seu jornal.

Obrigado, Boechat, por todos ensinamentos, todas análises precisas e toda essa paixão pela busca da verdade que tanto nos falta, além de sua serenidade e leveza nas brincadeiras em momentos de tensão.

Suas aulas em formato de noticiário serão eternas, seu humor é único. Uma pena que a vida seja assim tão frágil, mas ao mesmo tempo é uma glória saber que dessa fragilidade surgem lendas como você. Brilha muito, sua missão será continuada, vamos “tocar o barco”.

Em nome de todos,

Obrigado, Ricardo Eugênio Boechat.

 

Daniel Yazbek Marques

Qua, 13 de Fevereiro de 2019 17:12

Falando de carnaval - Imperador do Ipiranga

Por Tangerynus

Antes de construírem o Parque Anhembi, os desfiles das escolas de sambas eram realizados nas mais importantes avenidas da capital de São Paulo, tais como, a Avenida São João, depois Avenida Tiradentes.

Nunca fui muito fã de assistir eventos de grande monta, isto porque passei por maus bocados quando alguns jogadores da seleção brasileira vieram desfilar em São Paulo após sagrarem-se campeões do mundo em 1962.

Era meu caminho de rotina quando saia do escritório e dei de cara com uma enorme quantidade de pessoas querendo homenagear os atletas. Por uns instantes fiquei na Praça da Sé aguardando a chegada deles, cordão de isolamento nos dois lados, era um empurra, empurra, alguém pisou no pé sem querer de alguém, iniciou um tumulto, socos e pontapés pra todo lado, enfim virei um canudo e escapei de ser linchado.

Em 1954 tiver o grande prazer de assistir as comemorações do IV Centenário, sendo um evento cívico a população é mais precavida, aliás, mais tranquila apesar da aglomeração, e não fiquei sabendo se teve algum problema, qualquer tumulto ou coisa parecida.

Mas falando de carnaval, a convite de uns amigos fomos assistir ao desfile na Avenida São João. Uma enorme arquibancada de madeira foi instalada nesta avenida, como não tinha lugar para sentar, resolvemos andar pela calçada sentido centro-bairro.

Chegamos perto minhocão, local onde alguns carros alegóricos estavam estacionados, aguardando o momento de subir a Avenida São João. Uma escola findava a sua apresentação, em seguida outra já estava preparada para o desfile.

O carro alegórico era empurrado pelos carnavalescos, sentido bairro-cidade, sendo uma subida/ladeira, o pessoal suava a camisa.

Alguém teve a brilhante ideia de criar o Parque Anhembi a situação melhorou para as escolas de sambas e também para quem gosta de assistir festividades do Rei Momo.

Falando de carnaval acabei lembrando da minha prima-irmã Célia Regina, que depois de alguns fui visitá-la na Vila Mariana em 1996. Filha única dos tios Brás e Deolinda Tangerino, nasceu em 7 de setembro de 1958, viveu muitos anos na Vila Carioca. Casou, geraram duas lindas meninas, a Naty e a Bety. Era muito ativa, vivia feliz e gostava muito de desfilar na escola de samba do bairro, que tinha como diretor o Dr. Laerte Torpocov.

Neste dia almoçamos e tivemos uma longa conversa, e num determinado momento ela disse que era muito feliz, acabara de realizar um passeio na Disneylândia - EUA, queria viver muitos anos, mas quando chegasse a hora de viajar pro céu, gostaria que fosse no dia de carnaval. Não entendi essa afirmação, afinal ela gozava de boa saúde, enfim...

Recordo que ela desfilava na Soc. Escola de Samba Imperador do Ipiranga, quando ouvia a “bateria” saia deslizando pela Avenida Tiradentes, sentia uma grande emoção, o som da batucada entrava pelo seu corpo, parecia que estava ligada numa tomada de eletricidade.

Resumindo, e assim foi. No dia 20 de fevereiro de 1996 recebo uma ligação telefônica comunicando que ela tinha falecido.

As festividades carnavalescas estão chegando, quem sabe, ela lá no céu já esteja se preparando para o próximo desfile.

Ter, 12 de Fevereiro de 2019 11:14

Primeiro terno de calça comprida...

Por Tangerynus

Estava frequentando a escola primária localizada na Rua das Municipalidades, e em razão de ter tirado boas notas, o meu tio Valentim Tangerino, presenteou-me, fez um terno preto com calça comprida. O tio Valentim costurava calças para o mais famoso alfaiate do Sacomã, conhecido por “Pedrão Alfaiate”, a sua alfaiataria ficava na Rua Comandante Taylor bem próximo da Rua do Manifesto.

A estreia, aliás, digo, o primeiro dia que usei o terno preto de calça comprida, ficou na memória, e agora vou contar a história.

Na época eu residia na Rua Albino de Moraes (Vila Carioca-Ipiranga-SP), lá vou descendo a Rua Antônio Frederico, rumo a escola. Me sentia um doutor, apesar de ser uma criança, enfim vestir terno a gente ficava todo garboso.

Resumindo, eram 10hs30, pedi para a professora. Professora preciso ir no banheiro, mas não sei a razão, ela não permitiu. A barriga roncava... Repeti: Professora preciso ir no banheiro, mas não permitiu. A barriga roncava...

As 11 horas alguém tocou a campainha, assinalando que era hora de ir pra casa, aula encerrada. A barriga roncava, eu me segurava como podia.

Quando chegava na Rua Aída, já próximo da “Laminação”, me borrei todo, até chegar em casa faltavam 4 quadras, e o jeito foi ir pra casa, andando bem devagar. E ao chegar no portão já fui gozado, riram de mim pelo terno, e pelo odor exalado, e não tinha como negar o fato em si.

Isso aconteceu porque, o amigo do vizinho ao lado de casa chegou de Pernambuco com um caminhão carregado de cocos, daí toda vizinhança ganhou de presente uma boa quantidade, e eu como nunca tinha saboreado esse produto, exagerei na dose, comi demais.

Seg, 11 de Fevereiro de 2019 11:17

Acróstico

Por Tangerynus
 
ACRÓSTICO
JEAN GABRIEL VILLIN
(Amiens – França) 28-5-1906 + 5-10-1979 (Porto Ferreira - SP)
Jean Gabriel Villin
Excelente ilustrador das obras literária do seu
Amigo José Bento “Monteiro Lobato”, escritor brasileiro.
Na verdade Jean foi convidado para trabalhar na Fábrica de Louças.
 
Gostou de Porto Ferreira, e ganhou notoriedade, sendo
Amigos de todos e aqui fincou pé.
Boa gente, o tempo passou, aposentou-se
Recebeu o título de “Cidadão Ferreirense”
Importante dizer que foi o criador do “Marco Zero”, Foi realizada uma
Exposição de suas obras no saguão do (Paço Municipal)
Lendas brasileiras era a sua especialidade. Jean Gabriel
Villin aposentou-se em 1964, fixando residência em Porto Ferreira
Ilustrou a obra de Monteiro Lobato “O Sacy” (1932). Conhecido como o mais
Lobatiano dos ilustradores por seu trabalho “Sítio do Pica-Pau Amarelo”
Lola Carlos Mainardi doou recorte de jornal ao Museu. Do
Imaginário popular, a figura do Sacy saiu da pena do desenhista, e
Nas terras brasileiras ele se consagrou eternizando suas obras de arte.
 
Texto extraído
NOTICIAS EM QUADRINHOS
Museu Histórico e Pedagógico “Prof. Flávio da Silva Oliveira”
Ao ensejo das comemorações Ao ensejo das comemorações da Semana de Monteiro
Lobato, realizada na cidade de Taubaté (SP), nos dias 11 a 18 de abril de 1971, organizada
pelo nosso amigo Newton Nebel Santos, publicamos, abaixo, o artigo escrito por Jean
Gabriel Villin, autor de inúmeros desenhos dos livros do escritor ora homenageado. Villin,
amigo de Lobato, vivendo ainda gloriosamente numa cidade do interior paulista, escreveu as
palavras abaixo especialmente para esta seção, a pedido de Newton Nebel. Emociona-nos
saber que Villin ainda vive que tem 13 netos e adotou o nosso País com sua segunda pátria.
Eu e Monteiro Lobato
Comecei a ilustrar alguns livros de monteiro lobato lá pelos anos de 1929-1930, se a
memória não me falha. Monteiro Lobato estava em Nova Iorque, e J. U. Campos também
(estudando desenho). O ilustre escritor gostou do brasileirismo de minhas ilustrações. Tive
diversos contatos com Monteiro Lobato; a primeira vez em sua residência na Aclimação, a
fim de combinar as ilustrações de seu livro “Reinações de Narizinho”, se não me engano. Ele
possuía uma grande sensibilidade artística e, embora deixasse o ilustrador à vontade, sabia
perfeitamente o que convinha para seus livros. Após diversos contatos puramente
profissionais, vi Monteiro Lobato pela última vez quando, saindo da prisão, ele me procurou
em minha residência a fim de saber o endereço de um amigo comum: Leo Vaza meu vizinho.
A prisão era devido a polemica que manteve com sua verve e mordacidade costumeira a
respeito do petróleo brasileiro.
Depois ele entrou na política de onde sairia rapidamente para logo morrer em seguida.
Entrei para a publicidade definitivamente, pois a ilustração até hoje não é
compensadora.
Agora, aposentado definitivamente, só pinto e desenho por prazer ou por servir aos
outros.
Talvez existam algumas ilustrações minhas na Companhia Editora Nacional: elas
pertencem ao Presidente da Cia., Octales Marcondes. Não possuo nenhuma.
Sinceramente, minha produção artística não me envaidece; é uma modesta mais
honesta contribuição ao meu País de adotação. Tenho mais orgulho dos meus 13 netos e
netas que, com certeza, saberão contribuir como honestos brasileiros para o progresso do
Brasil.
Aqui, em Porto Ferreira, estou às ordens, na terra onde Thales escreveu seu livro
Saudades, no meio das flores e dos beija-flores. “Há sempre uma cama limpa e um prato
cheio.”
As três fotografias (réplicas) das obras do ilustre francês - ferreirense Jean Gabriel Villin
recebi do ilustre cidadão francês Sr. Charles Bailarat, que é parente da família, por e-mail.
Sex, 08 de Fevereiro de 2019 20:20

Eu não sou "boy", sou motorista da Gurgel

Por Tangerynus

Em 1972 recebia eu da Auto Escola a então sonhada C.N.H. – Carteira Nacional de Habilitação, apesar de que já tinha certa experiência em dirigir veículos antigos, tais como Gordini, Dalphine, DKW e o famoso Chevrolet 51, vivia praticando balizas nos campos de futebol varzeano existentes pelo bairro.

Com a carta novinha em folha, peguei emprestado do meu primo o Chevrolet 51, de cor preta, fizemos uma vaquinha entre os 6 colegas e lá fomos nós para a represa Billings, região de Diadema.

Pilotando o velho carrão, me sentia como se fosse o político famoso da época dos anos de 1950, o senhor Adhemar de Barros, que foi prefeito e governador do estado de São Paulo.

O então candidato Adhemar esteve fazendo um comício na Avenida Carioca bem em frente do “Bar do Spolon”, após encerrar o comício sua caravana seguiu pela Rua Lício de Miranda, muitas pessoas acompanharam correndo do lado e atrás, enfim, próximo do veículo, com o objetivo de cumprimentá-lo, consegui o meu intento.

O veículo que transportava o político famoso era um Chevrolet 51, de cor preta, uma coisa puxa outra... Mas eu quero falar é outra coisa, falar de profissões.

Após encerrar o curso de compositor manual no Senai - Artes Gráficas (Theobaldo de Nigris - Cambuci), meu pai me questionou dizendo: eu sei que você gosta de trabalhar no ramo gráfico, mas aproveita a sua juventude e aprende outra profissão. Enfim, acatei tal sugestão, naquele momento optei lhe dizendo: vou trabalhar de motorista, pois assim vou conhecer o Brasil inteiro.

Na época trabalhava numa editora de revista, livros e afins, até que ganhava razoavelmente, mas queria ganhar mais e como não fui atendido, pedi a conta, mesmo gostando do que fazia.

Meses depois de sair da editora consegui um emprego de motorista na Gurgel Veículos Ltda., Avenida do Cursino – Jardim da Saúde. Exercendo a nova profissão, me sentia livre, rodava ora com uma Kombi tipo caminhonete, ora com um Buggy, aí me sentia um boy. Rodava pela capital de São Paulo, de norte a sul, de leste a oeste, isto de segunda a sexta-feira, coletando peças automotivas, de vez em quando viajava pra Rio Claro - SP.

Os amigos me viam com o Buggy e também diziam que eu era boy, talvez porque antes de entrar na referida empresa eu tinha um Aero Willys já bem velhinho. Quem sabe se compara ser boy com os atuais mauricinhos?

Em 1975, a montadora Gurgel Veículos Ltda. se destacava no mercado nacional e também no internacional, na produção de veículos opcionais, sendo que muitos veículos, jipinhos tipo militar foram exportados para alguns países da África.

Novo projeto de veículo a ser construído, fui designado para ir até a “Trorion” retirar 15 ou 20 quilos de espuma rígida para modelar um protótipo. Adentrei nas dependências da referida empresa, fui atendido rapidamente e em seguida tive que ajeitar o produto em cima do teto, amarrei com uma corda, assim feito, rumei para Avenida do Cursino.

Isso foi no mês de dezembro de 1975, mais ou menos às 16 horas, garoava muito na região e ao passar em frente do cemitério de Piraporinha - São Bernardo do Campo -, no cruzamento, acabei colidindo com um ônibus de passageiros, ônibus de transporte urbano.

Na sequência da colisão, o ônibus bateu num poste de iluminação pública e quase que entrou em um bar que ficava na esquina, daí, em razão de ter um transformador no poste de alta-tensão, acho que de 6.000 volts (?) se iniciou uma sequência de explosões multicoloridas, todo bairro ficou sem energia elétrica, foi um Deus nos acuda. No momento da colisão fiquei atordoado, perdi os sentidos, achei que tinha ido pro além, segundos depois, estava tendo um acesso de riso. Não sei dizer porque aconteceu esse acesso de riso, talvez em razão de estar vivinho da silva, como diz um ditado popular. Bati de frente na roda dianteira (lado esquerdo) e quando abri os olhos estava dentro do Buggy, na roda traseira, devo ter rodopiado com o veículo no paralelepípedo molhado.

Aglomeração de pessoas próxima ao acidente, alguém chamou a polícia e logo chegou uma viatura-fusca com dois soldados da Força Pública, atual PM, para fazer o B.O.

Nesse ínterim o guarda do cemitério se prontificou dizendo que podia deixar o Buggy estacionado em frente que ele tomava conta, mas falando no meu ouvido: você me paga 50 paus... Tudo bem. O guarda do cemitério também achava que eu era boy por estar pilotando o Buggy da Gurgel.

Já eram 23 horas e lá vamos nós na viatura-fusquinha para o 1º DP de São Bernardo do Campo. O motorista do ônibus do lado esquerdo e eu do lado direito, uns quarteirões à frente, o motorista de ônibus pegou no sono, eu permaneci acordado de Piraporinha até o 1º DP, a curiosidade é que os soldados entoavam uma música, até que parecia uma boa dupla sertaneja, eles iam cantando: Índia, teus cabelos...

Chegando no DP, um dos soldados com a prancheta na mão pergunta para o parceiro, como devo escrever? Colidiu ou colidiram-se? Enfim, ambos tinham dúvidas sobre como elaborar o B.O., percebi pelo rubor de suas faces que eles tinham cometido uma gafe. Quando ouvi tal pergunta, ironizei sem querer querendo, e disse: “a língua portuguesa já foi usada como código de guerra, qualquer deslize ninguém vai se importar com isso”.

O soldado não gostou da ironia e me lascou na cara dizendo. O seu (meu) endereço é frio, não existe, você é um boy. Respondi calmamente que não era boy, era motorista da Gurgel. Nisso entra no diálogo um agente civil (investigador): existe sim, eu sou vizinho do rapaz. Os praças ficaram mais perdidos que “cego em tiroteio”. Fui chegar em casa à 1 hora da madrugada.

No outro dia fui retirar o Buggy que deixei estacionado em frente ao cemitério, quem estava no posto era outra pessoa, daí, logo deduzi, levaram tudo o que podiam do veículo... Assim se confirmou, quando abri a porta do Buggy: levaram o estepe, macaco, triângulo e outras ferramentas. Voltei com o veículo com a frente do capô arrebentada, roda meio torta, mal deu pra chegar à empresa.

Meses depois vi um funcionário pilotando o protótipo, achei estranho, motor sem ruído, escapamento sem fumaça, era um veículo movido a bateria.

“Os Buggies montados pela Gurgel Veículos Ltda. tinham tudo pra dar certo, mas fazer o que? Era um produto brasileiro, quem sabe alguém boicotou o projeto”.

*Buggy: utilitário montado sobre plataforma do sedan, Volkswagen, de motor traseiro e encarroçado em F.R.P. – Fiberglass Reinforced Plastic.

Sex, 08 de Fevereiro de 2019 13:43

“CABEÇADA DE BODE NO TRASEIRO”

COISAS DE CRIANÇA

Por: Tangerynus

O meu avô materno J. P. Tangerino (Zeca Bem), morava no bairro de Vila Carioca, e de vez em quando gostava da andar uma longa caminhada, vinha nos visitar, Jardim Botucatu.

Saia a pé da Rua Albino de Moraes, entrava na Rua Lício de Miranda, depois Avenida Carioca, bebia um gole d’água na biquinha que existia, em frente da extinta biquinha d’água, temos hoje a sede da Escola de Samba Imperador do Ipiranga.

Subindo a Avenida Carioca, ladeira, logo chegava no Bairro Heliópolis, que na época tinha poucas residências, mas repletos de campos de futebol varzeano, e também um espaço para a colônia japonesa praticar o seu esporte favorito, conhecido por “basebol”.

Em volta deste campo de basebol era uma mata que ia até a divisa de São Caetano do Sul, Rio dos Meninos, e por várias vezes eu e a garota achávamos umas bolas de basebol no meio dos pés de mamonas. Nunca imaginaríamos que toda essa gleba de terra se transformaria numa das maiores favelas da capital de São Paulo.

Chegando nas Estradas das Lágrimas, entrava na Igreja Santa Edwiges, rezava um pouco, depois continuava sua caminhada, também descansava um pouco, enfim ele já fazia parte dos “jovens de ontem”, dizia ele: “vou apeando por aqui, cá e acolá, e devagar eu chego lá”.

No meio do caminho passava na casa da tia Ana, batia um bom papo com o tio Cláudio Lazarini e filhos, um cafezinho, e lá vai ele subindo a ladeira até chegar na Via Anchieta. Seguia em frente, passava em frente da delegacia de polícia 26ª- Sacomã.

Meia hora depois, ufa!!! Chegava ele em nossa casa. Cumprimentava a nossa mãe dona Maria, aliás, todos nós netos e bisnetos, e começava o bate papo, sempre lembrando de Porto Ferreira e Descalvado, lugares onde viveu até 1952.

Quem estava em casa passeando era o menino Rubens Roberto, filho do mano Rubens. Roberto um garoto sapeca. Meu avô agachou para pegar qualquer coisa que estava no chão, daí o Roberto sem nenhuma explicação embala uma carreira e dá uma cabeçada no traseiro dele, do meu avô, foi uma cabeçada de bode.

Meu avô empacotou, caiu de cara no chão, e o interessante que não reagiu a tal cabeçada, só disse uma coisa: “Roberto porque você fez isso?” mas, em seguida caiu numa gargalhada, e relatou que tinha feito isso muitos anos atrás com o seu pai Manoel Pereira Tangerino. Agora estaria recebendo o troco, enfim isso são coisas de criança mesmo.

 

Por: Tangerynus

Numa tardinha qualquer, década dos anos de 1950, dois amigos adentraram num pequeno estabelecimento comercial, secos e molhados, mais conhecido por “Bar do Seu Arlindo”, localizado na confluência de duas ruas, Rua Albino de Moraes com a Rua Abatixi.

Na verdade o estabelecimento era um misto de bar com mercearia, que muitas pessoas compravam fiado, tudo anotado na famosa “caderneta”. A novidade é que ele também comprou uma TV, daí a garotada também frequentava, para assistir desenhos animados, filmes de bang-bang, e nos domingos era o dia tradicional, assistir partidas de futebol. Na época poucas pessoas do bairro possuíam televisão, e outros bares também usavam esse artifício para conseguirem mais fregueses.

Tínhamos no bairro de Vila Carioca, vários bares que tinham tevês, tais como: Bar do Spolon (Av. Carioca/R. Lício de Miranda); Bar do Zeca (R. Álvaro do Vale); Bar do Quincas (R. Lício de Miranda-R. Albino de Moraes); Bar do Américo (Av. Carioca-R. Abatixi) e Bar do Barriguinha (R. Lício de Miranda/R. Colorado), Barriguinha era pai do professor Maercio Romanholi.

Lembrando a história dos dois amigos, aconteceu que eles, chegaram à tardinha, que foram ingerindo bebidas alcoólicas sem parar, no início da bebeção, eles convidavam amigavelmente todos aqueles que entravam no estabelecimento para beber, falavam se não beber vão levar bala, depois disso a coisa mudou.

Não sei o porquê, um deles sacou um revólver 38, e começou dar tiros a esmo pra rua, e tiros pipocavam nos ares da vila, que confundiam com fogos de artifícios, aquelas bombinhas tradicionais da época.

Dentro do estabelecimento quase não tinha espaço, mesmo com o camarada dando tiro a esmo. Alguém comentou bem baixinho no meu ouvido. “Logo acaba as balas que estão no tambor, à gente pega esses dois malucos”.

E assim se procedeu, acabaram as balas do revolver, pegaram o indivíduo pelo pescoço, levaram para o meio da rua e começou a pancadaria, que virou um linchamento, eu estava dentro do bar, dei no pé.

A noite se fazia presente, Rua Albino de Moraes sem iluminação, o outro que não possuía arma levou uns cascudos, meio embriagado foi adentrando num terreno vazio, e se escondeu debaixo de uma velha carroceria de caminhão, e gritava de dores.

O valentão que estava armado acabou morrendo ali bem na esquina, Rua Albino de Moraes/Rua Abatixi, no chão-batido, terra preta, e ao seu lado um cachorro vira-lata.

Logo chegou a “baratinha da polícia”, um fusquinha preto e branco, e os policiais foram buscar o que estava debaixo da carroceria, e lhe perguntaram, qual era sua profissão: “trabalho num depósito de ferro-velho, na Estrada das Lágrimas”, pertinho da igreja Santa Edwiges, essa resposta foi motivo de muita gargalhada das pessoas que ali estavam, diziam serem investigadores de polícia.

E assim terminou mais um linchamento no bairro de Vila Carioca, anos depois em tempos de carnaval, aconteceu mais um em frente da sede do Bandeirantes Futebol Clube, Rua Albino de Moraes com a Rua Antônio Frederico.

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