Sossega coração! Não se desespere...

Por: Nelli Célia

        Sabemos que tudo na vida,  sofre  transformações no decorrer  de nossas existências.   Desde a pequena semente, que colocada em cova funda, fica no isolamento até a chegada de sua hora, quando começa a nascer para avida. Assim tantas outra coisas para obter o melhor, sofre certa transformação,  necessária para o nosso crescimento.

        Essa é sem dúvida a escala evolutiva, ir sempre sofrendo uma perda,  mas, ganhando algo maior que a situação anterior. Como por exemplo: ao casarmos, perdemos a liberdade de solteiro, mas em contra partida, ganhamos uma família. Essas escolhas é que devem ser bem lembradas para entendermos quando chega a hora dessa transformação e confiemos no Criador, que nos envia sempre diversas opções para as nossas escolhas.

        Portanto, vamos viver o presente, confiando em tudo que nos chega, procurando obter dos fatos o melhor,  sem desespero, sem revolta, sem temor. Nunca estamos sozinhos, a nossa vida é o que programamos, vamos imaginar o melhor e vencer sempre os obstáculos que aparecerem  em nossa frente.

        Vislumbremos a beleza que existe ao nosso redor e desfrutemos dessas maravilhas que o Pai nos envia.

        Como diz o poeta querido por todos, Fernando Pessoa: “Sossega coração! Não se desespere...”

        Pessoa  ( Fernando Antônio Nogueira Pessoa) nasceu em 13 de Junho de 1888 em Lisboa ( Portugal) e morreu na mesma cidade em 30 de novembro de 1935.

        É sem dúvida um dos mais lidos em todos os tempos. Usou diversos  pseudônimos,  para seus poemas, afirmando que : “ o Poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega fingir que é dor, a  dor que deveras sente”.

        Sossega, coração! Não desesperes!

        Talvez um dia,  para além dos dias,

        Encontres o que queres porque o queres.

        Então livre de falsas nostalgias,

        Atingirás a perfeição de seres.

 

Mas pobre sonho o que o só quer não tê-los!

        Pobre esperança de existir somente!

        Como quem passa a mão pelo cabelo

        E em si mesmo sente diferente,

        Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

 

        Sossega, coração,  contudo! Dorme!

        O sossego não quer razão nem causa.

        Quer só a noite plácida e enorme,

        A grande, universal, solene pausa

        Antes que tudo em tudo se transforme!.

Você está aqui: O Ipiranga Denúncias Espaço Cultural e Poético Sossega coração! Não se desespere...