“Qui scribit, bis legit”

. Essa frase em latim significa “Quem escreve, lê duas vezes”. E, para quem trabalhou no ramo das Artes Gráficas, exercendo a profissão de Tipógrafo paginador, não me dou conta de quantas matrizes eu produzi, e nem vou saber quantos textos eu li, isso em três décadas.
 
E falando de novas tecnologias virtuais, nesse caso do computador, aprendi na prática. Quase fundi minha cabeça e também o computador, mas continuo aprendendo.
 
Como a mania de tipógrafo continua viva dentro de mim, passei a escrever textos, lembranças dos velhos tempos de criança quando morava na Vila Carioca, no Ipiranga – São Paulo, e assim vou passando o tempo.
 
Em 1983, resolvi mudar para Porto Ferreira, minha terra natal, e quando cheguei à cidade, alguns conhecidos diziam que, quem bebe água da biquinha acaba voltando para as origens. E como de fato voltei.
 
O tempo passou, passei num concurso público, e daí exerci várias funções totalmente diferentes do ramo gráfico. Fui “Leiturista de hidrômetro”, “Operador de Eta”, “Motorista e Ajudante de caminhão pipa”, “Digitador no Museu Histórico e Pedagógico Prof. Flávio da Silva Oliveira”, “Digitador no setor de Patrimônio”, e atualmente “Chefe de seção de serviços funerários”... coisa de louco!
 
Trabalhando no Museu de Porto Ferreira, iniciei uma pesquisa e fiquei surpreso em saber que, Jean Gabriel Villin, o Francês Ferreirense, era quem ilustrava os livros de Monteiro Lobato. 
 
Daí voltei aos anos de 1950, tempos em que cursava os primeiros anos escolares, no Externato Menino Jesus, Rua Lino Coutinho, bem próximo do Grupo Escolar Visconde de Itaúna.
 
Resumindo, escrevi um acróstico sobre Jean Gabriel Villin, associando com a história de Monteiro Lobato e uma vez inserido na web, alguém leu, gostou, e me questionou se tudo que estava escrito era verdadeiro. A pessoa que questionou ia prestar um trabalho, tese em doutorado na Université de Versailles, isso no idioma francês.
 
Confirmei todas as informações que foram solicitadas, que serviu como referência, e fiquei muito feliz, a estudante brasileira tirou a nota 16, sendo 20 a máxima. Quando no mês de outubro recebi uma apostila do trabalho, onde cita o meu nome.
 
Segue abaixo o texto em francês:
 
“Je remercie la Bibliothèque nationale d’Irlande, représentée par Mme Berni Metcalfe, sans laquelle l’étude du periodique The Klaxon n’aurait pas été possible, et au Musée Pédagogique et Historique Prof. Flávio da Silva Oliveira, représenté par “José Carlos de Oliveira” qui a mis à ma disposition une grande quantité de donnés des archives du musée et de ses recherches personneles”.


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Tangerynus

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