Juvenil Flor da Vila Futebol Clube - Infantil

Na década dos anos de 1950, no bairro de Vila Carioca, a febre por jogar futebol era uma coisa impressionante.

Leonildo Tangerino meu tio e mais um grupo de amigos fundaram o Juvenil Flor da Vila Futebol Clube, isso por volta de 1952.

Na época tinha muitos terrenos baldios, próximo da Avenida Carioca (sentido bairro do Heliópolis) onde já tínhamos o campo do Onze Cariocas Futebol Clube, e mais adiante o campo do Bandeirantes Futebol Clube, não sei quem acabou emprestando um terreno para a construção do campo do Juvenil Flor da Vila Futebol Clube, e vamos lá em forma de mutirão, dar uma geral no terreno cheio de mato, e o que mais tinha eram pés de mamonas, Maria pretinhas.

Do lado esquerdo e também do lado direito, tínhamos duas grandes chácaras, onde o espaço físico do campo ficou no meio, restrito as essas moradias, pouco espaço para pessoas assistirem os jogos, enfim pessoas se aglomeravam as margens da linha da cal, e de vez enquanto alguém levava um petardo da bola de capotão, chutado por algum beque de espera, camisa 4.

Do lado de cima da trave do gol (vigas de madeira) tínhamos um caminho que ligava a um aglomerado de casas de madeira, do lado de baixo, da trave do gol tínhamos as torres de transmissões de energia elétrica, próximo de um poço artesiano, que a água saia espontaneamente, e mais abaixo na Avenida Carioca (em frente da Escola de Samba Imperador do Ipiranga) uma bica d’água, onde a gente bebia água e também os jogadores, eles corriam lá nos intervalos da partida para saciar a sede.

Certa ocasião, dois amigos resolveram fazer uma aposta, não lembro bem o valor, mas fecharam um acordo, e lá vão eles subir na torre de transmissão de energia elétrica, enquanto isso dois times disputavam uma partida, não me lembro quem foi o adversário do nosso time, quem sabe foi o famoso time de futebol “Os Milionários”, o cantor “Agostinho do Santos” era um dos atletas desse time, que anos mais tarde o famoso cantor faleceu na cidade de Nice, França, em um acidente de avião.

De repente todos que ali estavam empolgados com a disputa da partida, ouviram um enorme estrondo, e um deles foi projetado ao solo de chão batido, com queimaduras pelo corpo, foi socorrido, escapou da morte, mas ficou com o corpo todo queimado, pela grande descarga elétrica que recebeu.

Nesta foto onde aparece eu e os manos Antônio (Tupãzinho) e o Ademir, calçava o primeiro par de “chuteiras”, novinha em couro, que após participar de uma partida, voltei pra casa descalço, feriu o calcanhar criando uma bolha. Mas valeu a pena, ganhamos o jogo contra o Infantil do Salitre Futebol Clube. Nas proximidades do campo tinha o nosso amigo “Juca do carboreto”.

Por Tangerynus

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