Prefeitura entrega obra de restauro do painel frontal do Monumento à Independência do Brasil

Comandado pelo restaurador francês Antoine François Amarger, processo procurou preservar o caráter histórico do monumento

 


De Secretaria Executiva de Comunicação

09/11/2016

Em cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira (9), a Prefeitura entregou a obra de restauração do painel frontal do Monumento à Independência do Brasil. Esta é a primeira etapa de um processo que deve reformar todo o monumento até 2022, quando se comemora o bicentenário de independência do país.

“Esse restauro significa recuperar um símbolo muito importante para a cidade e para nossa história. Cuidamos muito pouco da nossa memória. E essa iniciativa da Prefeitura, de buscar recursos para fazer esse restauro, coloca a nossa memória em um outro lugar”, afirmou a secretária municipal de Cultura, Maria do Rosário Ramalho.

Comandados pelo francês Antoine François Amarger, especialista em restauro de obras em bronze, dez técnicos de diversas nacionalidades conviveram durante três meses trabalhando e discutindo soluções para os problemas que se apresentavam durante o processo de restauração do painel frontal do monumento. A comunidade local também participou ativamente do processo por meio de debates e visitas técnicas de universidades, museus e grupos independentes, com apoio do Museu Paulista.

O processo de restauro procurou preservar o caráter histórico da obra, dando ênfase às qualidades plásticas das escul­turas e assegurando uma reestruturação metálica e de ancoragem que promovam uma maior longevidade a todo o conjunto em metal e suas intersecções com a alvenaria e a cantaria.

“Essa é a minha primeira experiência prática em restauro de obras no Brasil. E participar desse processo é grandioso, por toda a importância e simbolismo que esse monumento tem na história do país. E acredito que esse é um primeiro passo em um processo para que os brasileiros redescubram a beleza das esculturas que o patrimônio brasileiro tem”, afirmou Antoine François Amarger.

Para a restauração do painel frontal do monumento foram investidos R$ 1,1 milhão, advindos do Funcap – Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano. O Departamento do Patrimônio Histórico, da Secretaria Municipal de Cultura, contratou há dois anos um diagnóstico para saber os principais problemas estruturais da obra, definindo assim as etapas do cronograma.

“Esse é o primeiro passo de um longo trabalho. Esse monumento não é só da cidade de São Paulo, é do Brasil. Tem um significado nacional que podia ser explorado do ponto de vista turístico. Quando visitamos outros países, percebemos o cuidado que se tem com os monumentos tradicionais. Então, precisamos conhecer mais a nossa identidade e valorizar mais a nossa história, memória. E esse é o papel do Departamento de Patrimônio Histórico. E é aquilo que trouxemos na gestão do prefeito Fernando Haddad:transparência e visibilidade ao patrimônio. E hoje estamos dando mais um passo nessa direção”, afirmou Nadia Somekh, diretora do Departamento do Patrimônio Histórico da secretaria municipal de Cultura.

Também participaram da cerimônia de entrega da restauração o adido social do Consulado Geral de Portugal, Gonçalo Capitão; o embaixador da França no Brasil, Laurent Bili; o diretor-superintendente da Associação Comercial do Ipiranga, Gerson Gomes; e o representante do Movimento Cívico em Defesa do Parque e do Monumento, Gerson Abdallah.


História
O Monumento à Independência do Brasil é considerado um dos maiores grupos escultóricos em bronze da América Latina. O exemplar arquitetônico foi inaugurado em 1922, no bairro do Ipiranga, na zona sul, em comemoração do centenário da independência política do país. Na Cripta Imperial, localizada abaixo do monumento, repousam os restos mortais dos primeiros imperadores do Brasil: Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia. O conjunto é tombado pelo Condephaat, Conpresp e Iphan, sendo um patrimônio histórico do processo de fundição da época, revelando o caráter embrionário das fundições de obras de arte no Brasil. As últimas obras de restauração e conservação no Monumento à Independência tinham sido realizadas no início dos anos 2000.

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