Institutos Históricos

Relação dos institutos localizados na Região do Ipiranga

Submitted by Redação on Tue, 2008-02-26 18:09.
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Instituto de Cegos Padre Chico

O Instituto de Cegos “Padre Chico” nasceu da generosidade dos corações paulistas que, em respostas ao apelo do Dr. José pereira Gomes, feito a 7 de Setembro de 1927, na reunião de comemoração à Semana Oftalmo-Neurológica da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, correram pressurosos em auxílio dos cegos, que em número cada vez crescente, viviam sem assistência social, completamente desamparados. As autoridades estaduais, municipais e eclesiásticas, acolhendo com máximo interesse a idéia da fundação de um Instituto para Cegos proporcionando todo o amparo possível.
Tomando em grande consideração o apelo lançado, o Arcebispo de São Paulo, D. Duarte Leopoldo, encarregou uma comissão de senhoras para levar efeito a concretização de tão feliz idéia.

Assim, em 7 de Outubro de 1927, Sua Excia. Presidiu a primeira reunião onde expôs as bases da nova organização. A sociedade paulistana acorreu com auxílio ansiosamente esperado.
Apareceu o primeiro donativo de vulto. Dona Elza Paula de Souza ofereceu um terreno para construção do Edifício. Subordinou porém, essa doação à denominação de “Padre Chico”
ser dada ao futuro Instituto, em memória do saudoso e venerando Mons. Francisco de Paula Rodrigues, figura eminente do Clero Paulista, falecido a 21 de junho de 1915.
Endossando a condição de Dona Elza Paula de Souza, o Sr. Arcebispo determinou que assim seria denominada a Instituição em apreço.

Em 18 de fevereiro de 1928, recebeu o Instituto a doação de um terreno feita pelo Conde Dr. José Vicente de Azevedo no Ipiranga, onde já existia um Pavilhão com o nome de Dom Antonio de Alvarenga. Em 27 de maio de 1928 foi lançada a primeira pedra
do novo estabelecimento e em 4 de novembro de 1929 lançou-se a primeira pedra da Igreja de Santana, oferecida por Dona Ana do Amaral Borges, onde guarda religiosamente os despojos mortais
de Monsenhor Francisco de Paula Rodrigues – “Padre Chico”.

Graças à cooperação generosa do povo, acrescida das vultuosas quantias dos Senhores Conde de Lara, Dr. Antonio de Castro e de outros magnânimos paulistas, foi o Instituto inaugurado a 29 de novembro de 1929.
A direção do Instituto de Cegos “Padre Chico” foi entregue às filhas da caridade de São Vicente de Paulo desde a sua fundação.

O Instituto de Cegos “Padre Chico”, proporciona hoje aos seus assistidos o verdadeiro amparo social e a assistência cristã, constituindo uma das mais belas e significativas obras de benemerência e filantropia da Capital Bandeirante.

O Instituto de Cegos Padre Chico está localizado na Rua Moreira de Godoy, 456 - Ipiranga
04266-060 - São Paulo - SP
Fone: 274-4611 -274-4132

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Baccarelli

O Instituto Baccarelli é uma entidade civil com fins não econômicos que tem por missão oferecer formação musical e artística de excelência para crianças e jovens em situação de risco social, proporcionando seu desenvolvimento pessoal e gerando cidadãos críticos e participativos.

Localizada em Heliópolis-SP, a entidade gerencia os projetos: Sinfônica Heliópolis, de prática orquestral; Orquestra do Amanhã, de iniciação e aprimoramento em estudo de instrumentos; Coral da Gente, de iniciação e aperfeiçoamento em canto coral com técnicas de expressão cênica e Encantar na Escola, iniciação em canto coral aplicado em escolas da rede pública.

Com os resultados obtidos ao longo dos anos com o público beneficiado, o Instituto Baccarelli conquistou o respeito da iniciativa pública e privada. Sendo assim, conta hoje com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e com a parceria das empresas: Companhia Brasileira de Alumínio/Votorantim, Petrobras, Fundação Volkswagen e Banco Volkswagen. Cerca de 500 crianças e jovens entre 07 e 25 anos participam atualmente das atividades na sede do Instituto, somadas aos 400 alunos do projeto Encantar na Escola, em São Bernardo do Campo, totalizam mais de 900 alunos atendidos.

Há uma grande preocupação em montar uma equipe de alta qualidade com vistas à profissionalização dos alunos. Entre os professores, estão alguns dos melhores regentes infanto-juvenis e instrumentistas do país, que além de dominarem a técnica de ensino, também são modelos de comportamento a serem seguidos por quem está em processo de formação de caráter e começando a pensar em uma carreira.

Seguindo a linha de excelência, a Sinfônica Heliópolis conta com a coordenação artística do renomado maestro Roberto Tibiriçá. Além disso, um novo projeto está sendo desenvolvido, sob a direção da bailarina Ana Botafogo. Trata-se do Balé Diz no Pé, que ainda não possui patrocínio, mas já faz parte do planejamento do Instituto e já gera expectativa na comunidade de Heliópolis, onde será implantado.

Utilizando a arte como ferramenta, o Instituto Baccarelli tornou-se um importante agente transformador e pretende ampliar sua atuação. Para isso, cerca-se de uma equipe profissional e apaixonada, que cumpre o papel de formar mais do que artistas, mas sim cidadãos participativos, capazes de seguir seus sonhos e mudar a realidade de suas famílias.

Histórico

Durante toda sua carreira, o Maestro Silvio Baccarelli alimentou o desejo de ensinar música às populações economicamente menos favorecidas. Em 1996, ainda sem saber como nem onde colocar seu plano em prática, assistiu pela TV um incêndio na comunidade de Heliópolis. Comovido com a luta das famílias para recuperar suas casas e pertences, o maestro dirigiu-se a uma escola pública da região e sugeriu iniciar o ensino de instrumentos de orquestra para crianças e adolescentes. Alguns meses depois, 36 garotos iniciaram o estudo de violinos, violas, violoncelos e contrabaixos.

O espaço escolhido foi o Auditório Baccarelli, de propriedade do maestro e localizado na Vila Mariana. Toda a estrutura fornecida aos alunos era paga inicialmente com recursos próprios do Maestro Baccarelli. A partir de 1998, profissionais ligados ao maestro aderiram ao mesmo ideal e trabalharam para inscrever o projeto na Lei Nacional de Incentivo à Cultura/ Lei Rouanet. A entidade escolhida como mantenedora foi a Sociedade de Concertos de São Paulo, criada com o objetivo de incentivar a difusão da música erudita. A partir de então foi possível buscar patrocinadores no setor privado e ampliar as atividades.

Hoje, vários projetos são promovidos pelo Instituto Baccarelli: Coral da Gente, Encantar na Escola, Orquestra do Amanhã e Sinfônica Heliópolis. Um projeto de balé - Balé diz no Pé está em vias de implantação e conta, desde já, com a direção da bailarina Ana Botafogo. Desde 2004 essa nova nomenclatura foi adotada para reunir os projetos que se aperfeiçoaram sob um conceito único de democratização do acesso à cultura e de desenvolvimento pessoal, social e cultural dos beneficiados.

Tendo em vista a dimensão dos projetos e o desejo de consolidar ainda mais a vocação sociocultural do Instituto, surgiu o desejo de construir uma sede própria, idealizada para ser uma escola de música com sala de concertos, para que os alunos possam estudar, ensaiar e realizar apresentações.

Pela credibilidade do Instituto e pela repercussão que suas ações têm promovido, a Prefeitura Municipal de São Paulo cedeu, em comodato, um terreno na comunidade do Heliópolis para que essa sede possa ser construída. A meta é criar um equipamento cultural de referência, um patrimônio da cidade de São Paulo e do Brasil.

Atividades

Os ensaios do Coral da Gente são realizados duas vezes por semana e segue-se uma seqüência durante as aulas:

Relaxamento Corporal;
Exercícios corporais objetivando prontidão e postura;
Aquecimento vocal;
Leitura e montagem de obras que serão trabalhadas com o grupo.

A entrada do coral é cênica. O cumprimento após cada música é cênico. Esses são cuidados que todo coro deve ter, por respeito ao público e para valorizar seu trabalho artístico. O coral pode ser amador, mas o seu trabalho deve estar cercado de cuidados e respeito profissional. Nessa fase do desenvolvimento em canto-coral o grupo está sendo dirigido cenicamente por Reynaldo Puebla.
O trabalho com os alunos da Orquestra do Amanhã é dividido em etapas:

Aulas individuais e coletivas;
Ensaios;
Apresentações Públicas

As aulas Individuais têm por finalidade o desenvolvimento técnico do aluno no instrumento escolhido com atendimento particularizado, sendo respeitada sua individualidade. As aulas são ministradas por professores especializados em cada instrumento e acontecem uma vez por semana, com uma hora de duração.

O mesmo acontece com as aulas coletivas: os alunos se reúnem por naipes (grupos de instrumentos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarinete, fagote, trompa, trompete, trombone, percussão) e ensaiam sob a coordenação de professores

Os ensaios da Sinfônica acontecem duas vezes por semana com duração de três horas e meia. Tem como objetivo o desenvolvimento da prática orquestral e de repertório, possibilitando ao aluno adquirir a experiência e conhecimentos necessários para no futuro ingressar em orquestras profissionais.

Os ensaios são dirigidos por maestros com experiência e competência para orientar os jovens músicos sobre os estilos de cada obra preparada, bem como sobre a vida e obra dos compositores, situando-os no tempo e nos fatos históricos que influenciaram suas composições.

Os alunos da Sinfônica também fazem apresentações públicas, etapa primordial da formação do musicista. Nas apresentações os alunos se vêem frente ao público, situação que traz a tona à insegurança, a timidez, o nervosismo. É neste momento que se molda a personalidade do jovem músico para enfrentar os desafios da carreira profissional, na qual constantemente estará se expondo a críticas do público em geral.

É, também, o momento em que o artista tem a possibilidade de oferecer ao público toda sua arte e sua emoção, recebendo em troca o maior estímulo que pode haver para seu desenvolvimento: o “aplauso”.

Equipe

Presidente Emérito - Maestro Silvio Baccarelli

Patrono - Maestro Zubin Mehta

Equipe Executiva

Presidente – Victório Broetto
Vice-presidente – Edilson Ventureli
Diretor de Relações Institucionais – Edmilson Venturelli
Produção – Vitório Luis Broetto e Tatiana Paulichi
Arquivista: Wagner Experidião
Comunicação – Carolina de Salvo
Assistente de Comunicação – Katiane Nunes Garcez
Estagiários: Carolina Lopes, Djanira Bianca Rasquino, Elisabete Rocha, Elisângela de Moura, Gislaine Bezerra, Jaqueline Serra, Paulo Ricardo Martins, Willian Moreira da Silva e Vivianne Ianagui.

Equipe técnica

Diretor Artístico - Roberto Tibiriçá
Maestro Assistente - Edilson Ventureli
Coordenador Pedagógico - Antonio Ribeiro
Professores:
Violino - André Sanches, Daniel Guedes, Liu Man Ying e Paulo Paschoal
Viola - Adriana Schincariol, André Sanches e Renato Bandel
Violoncelo - Fábio Presgrave
Contrabaixo - Sérgio Oliveira
Flauta - Rogério Wolf
Oboé - Joel Gisiger
Fagote - Ronaldo Pacheco
Trombone - Donizete Fonseca
Trompa - Mário Rocha
Trompete - Carlos Sulpicio
Percussão - Cláudio Stephan
Bateria - José Rafael Daloia (Zinho)
Expressão Cênica - Reynaldo Puebla
Canto Coral - Aline Augusto Sardão Costa, Elias Moreira, Gisele Cruz, Ivana Regina Bitolo, Lilia Valente e Silmara Drezza
Professores de Teoria e Percepção Musical - Alcione Ribeiro, Antonio Ribeiro e Hermes Jacchieri
Pianistas Acompanhantes:
Cláudia Cruz, Lidiana Mincov, Maria da Costa, Otávio Piola e Verônica Lin

Maestro Silvio Baccarelli - Presidente Emérito do Instituto

Durante toda sua carreira, o Maestro Silvio Baccarelli alimentou o desejo de ensinar música às populações economicamente menos favorecidas. Em 1996, ainda sem saber como, nem onde colocar seu plano em prática, assistiu pela TV um incêndio na favela do Heliópolis. Comovido com a luta das famílias para recuperar suas casas e pertences, o maestro dirigiu-se a uma escola pública da região e sugeriu iniciar o ensino de instrumentos de orquestra para crianças e adolescentes. Alguns meses depois, 36 garotos iniciaram o estudo de violinos, violas, violoncelos e contrabaixos.

O espaço escolhido foi o Auditório Baccarelli, de propriedade do maestro e localizado na Vila Mariana. O transporte e o lanche fornecidos aos alunos eram pagos inicialmente com recursos próprios do Maestro Baccarelli. A partir de 1998, profissionais ligados ao maestro aderiram ao mesmo ideal e trabalharam para inscrever o projeto na Lei Nacional de Incentivo à Cultura/ Lei Rouanet. A entidade escolhida como mantenedora foi a Sociedade de Concertos de São Paulo/ Instituto Baccarelli, criada pelo maestro com o objetivo de incentivar a difusão da música erudita. A partir de então foi possível buscar patrocinadores no setor privado e ampliar as atividades.

A história musical do maestro Silvio Baccarelli, iniciou-se em 1943, quando ingressou no Seminário, em São Sebastião do Paraíso (MG), e passou a atuar no Coro. Aos 15 anos tornou-se regente deste mesmo grupo e, desde então, começou a dedicar-se ao estudo da música sacra.

Iniciou o estudo de Filosofia e de Teologia em São Paulo, no ano de 1950. Estudou Harmonia e Composição com Savino de Benedictis, maestro italiano fundador da Primeira Orquestra Sinfônica de São Paulo e professor-fundador do Conservatório Dramático de São Paulo. Fez cursos complementares de regência-coral em Paris e Roma com professores renomados como Domenico Bartolucci, responsável pela Orquestra da Capela Sistina. Dedicou grande parte de seu tempo à recuperação e à divulgação da música brasileira do Período Colonial.

Em 1960, na mesma época de seus estudos, ele foi apresentado ao Coro Paroquial São José do Ipiranga como novo diretor e regente. Com o espírito visionário de Baccarelli, o Coro passou a se reunir em ensaios semanais, o que possibilitou a esse grupo adquirir conhecimentos musicais de grande relevância. Todo o profissionalismo do trabalho do maestro Baccarelli mereceu elogios do renomado maestro Eleazar de Carvalho, que foi o responsável pela profissionalização do Coro Paroquial São José do Ipiranga. O grupo, que antes cantava por amor à arte teve a oportunidade de acompanhar a Orquestra Sinfônica do Estado. Essa parceria durou por quinze anos, até a morte de Eleazar, quando o Estado criou um Coral oficial para acompanhar a Sinfônica.

Um fato que marcou a trajetória do Coro foi o convite para apresentar peças eruditas no "Programa Música Sempre Música", em 1965, na extinta TV Tupi de São Paulo. Nesse mesmo período, com a participação do Maestro Luis Arruda Paes, o Coro começou a cantar músicas regionais e folclóricas e passou a ser conhecido em todo o Brasil. Em decorrência do êxito alcançado em 1968, o empresário Rafael Jafet convidou o Coro Paroquial São José do Ipiranga para uma apresentação no casamento de seu filho, na Catedral Ortodoxa de São Paulo. Foi a primeira celebração matrimonial da qual o grupo participou. A apresentação em outras igrejas foi um passo importante na divulgação do Coro, pois as famílias mais tradicionais tomaram conhecimento do trabalho inovador desenvolvido pelo maestro.

Em 1975, o Coro Paroquial São José do Ipiranga foi renomeado para "Coral Clássico e Folclórico de São Paulo". Nesse mesmo ano, o maestro criou uma orquestra própria, a Orquestra de Concertos de São Paulo. Aproveitando a comemoração dos 20 anos do Coral, em 1980, a diretoria decidiu mudar o nome do coral para "Coral Baccarelli". Afinal, assim ele era conhecido: o Coral do Maestro Baccarelli.

Em 1993, Baccarelli compôs sua mais reconhecida obra até hoje, a Missa Jubilar, principal representante da música sacra brasileira do século XX. Uma prova do reconhecimento do trabalho executado pelo maestro Silvio Baccarelli foi o convite para ocupar a cadeira de número 10 da Academia Paulista de Música.

Fonte: Institucional