Paulicéia Desvairada

Por: Nelli Célia ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

       

                        Antes de adentrar em meu artigo, desejo à todos “  FELIZ 2019”.

                               Em nosso dia a dia, deixamos de reparar ou de viver, muitas coisas boas que passam por nós e que só percebemos quando já se foram.

                               Desta maneira, quanto bem deixamos de fazer por não entender que o momento é aquele em que estamos vivendo, hoje agora. Hoje é o tempo mais importante em nossas vidas, pois, o amanhã, passou levando com ele o que já foi feito e o futuro, ainda é apenas sonhos e desejos.

                ‘              Devemos aproveitar e prestar muita atenção em todos os momentos de nossas vidas. As lições que recebemos, devemos pô-las em práticas, em favor de nossa evolução e em auxílio ao semelhante. Buscar a felicidade sempre, percebendo-a junto a nós.

                               O nosso Poeta Paulista, neste poema, nós mostra  esta situação, em que,  muitas vezes, nem  percebemos,  o que  acontece em nossa volta.

                               Guilherme de Almeida, considerado o “ Poeta de São Paulo “. Nasceu em Campinas no ano de 1890 no dia 24 de julho e faleceu em São Paulo em 11 de julho de 1969.

                               Era advogado, crítico de cinema, jornalista, poeta, entre outras atividades.  Em 1946,  foi morar no Bairro do Pacaembu ( em São Paulo) onde viveu até a sua morte. Chamava a sua residência de: “ Casa da Colina” . No ano de  1979,  a “Casa da Colina”, torno-se o  museu “  Casa Guilherme de Almeida”.

Participou da organização da  “Semana da Arte Moderna em 1922 “. Ligado aos movimentos culturais e artísticos, recebia em sua casa para lindos saraus, seus amigos e companheiros. Sempre atuante nos acontecimentos de sua época, foi proclamado “ O Poeta da Revolução de 1932”.

                               Entre sua obra, citaremos  o livro:  “ Paulicéia Desvairada “”, termo que é muito usado pelos paulista. Devemos nos lembrar de Guilherme de Almeida,  e divulgar suas poesias, tão modernas e atuantes em nossos dias, repletas de versos maravilhosos e de construções literárias do mais alto teor cultural, levando-nos a adentrar o seu mundo e admirar o quanto foi e será sempre, “ grande”  este Poeta Brasileiro.

                              

 

                              Essa que eu hei de amar

 

                Essa que e hei de amar perdidamente um dia

                Será tão loura, e clara, e vagarosa e bela,

                Que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,

                Trazer luz e calor a essa alma escura e fria.

 

                E quando ela passar,  tudo o que eu não sentia

                Da vida  há de acordar no coração, que vela...

                E ela irá como o sol,  e eu irei atrás dela

                Como  sombra feliz ... – tudo isso eu me dizia,

 

                Quando alguém me chamou. Olhei:  Um vulto louro,

                E claro e vagaroso, e belo, na luz de ouro

                Do poente, me dizia adeus, com o um sol triste...

 

                E falou-me de longe:  “ Eu passei ao teu lado,

                Mas ias tão perdido em teu sonho dourado,

                Meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!”